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Agronegócio

Brasil perto da China no ranking do frango

O Brasil fecha 2010 como o terceiro maior produtor mundial de frango, atrás de EUA e China, mas, mantido o ritmo de crescimento o país pode alcançar a segunda posição no ranking no próximo ano, de acordo com previsão da União Brasileira de Avicultura (Ubabef).

Nos Estados Unidos, maior produtor mundial, o aumento foi de 1,4%, para 16,648 milhões de toneladas e na China, hoje o segundo, a produção deve alcançar 12,550 milhões de toneladas, alta de 3,7%, conforme dados compilados pela Ubabef.

“Observando esse número, se o Brasil crescer 6% e se a China ficar em 3%, já é o suficiente para alcançarmos a segunda posição”, afirma Francisco Turra, presidente da entidade. Ele está otimista, já que a expectativa é de que a produção no Brasil cresça outros 10% no ano que vem. “A China cresce, mas nosso ritmo de crescimento é maior”.

Turra afirma que o aumento do consumo interno, aliado à retomada dos volumes de exportação por conta da recomposição de estoques pelos importadores, explica o desempenho da produção de frango este ano.

O dirigente não vê risco de um superoferta de frango no mercado doméstico diante do aumento esperado para a produção em 2011. A razão, explica ele, é que a demanda externa deve seguir firme. O mesmo se espera para o mercado doméstico, principalmente porque a escassez de carne bovina não deve ser resolvida rapidamente.

Este ano, segundo a Ubabef, as exportações devem fechar no recorde de 3,8 milhões de toneladas, 5,38% mais do que em 2009. Com esse volume exportado, a disponibilidade interna será 8,380 milhões de toneladas, o que leva um consumo per capita próximo de 44 quilos em 2010.

Agronegócio

MT comercializou mais de 11 milhões de toneladas de soja

Como já era esperado, em função da forte valorização da oleaginosa no mercado internacional, a nova safra, recentemente plantada no Estado, já está com mais de 62% de sua produção comercializada de forma antecipada. O volume mensurado supera em 17,18 pontos percentuais (p.p.) os 45% que haviam sido contabilizados em dezembro de 2009.

Considerando as estimativas de que Mato Grosso – o maior produtor nacional de soja do país – terá em 2011 uma safra recorde, tanto em área plantada como em produção, os 62,6% do volume comercializado tomam ainda proporções maiores. Pelas sondagens do Imea, a safra 10/11 deverá atingir a marca de 18,66 milhões de toneladas, das quais, 11,68 milhões toneladas estão vendidas para serem entregues a partir de janeiro, com o início da colheita.

“Tal evolução no volume de vendas antecipadas ocorreu devido ao preço elevado do grão no mercado internacional, fazendo com que os negócios ficassem mais atrativos. No último mês houve uma diferença de 5% em relação ao mês anterior, no qual os produtores seguraram as vendas. As regiões mais adiantadas são a oeste com 69,2% e o centro-sul com 65,5% da produção já negociada”. Ainda conforme levantamento do Imea, no decorrer de 2010 a soja acumula valorização de 53%, com praticamente 100% deste valor, registrado ao longo deste segundo semestre.

Agronegócio Novidade

Acrimat avisa que esta é a última AGC do Frialto que participa

A quarta Assembleia Geral de Credores – AGC – que será realizada amanhã, quinta-feira (16), no município de Sinop (MT), promete ser calorosa. A Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat – acredita que pecuaristas e trabalhadores serão meros figurantes mais uma vez e que esta será a última assembleia que vai participar. “Esta vai ser a última participação da Acrimat e vamos convocar todos os pecuaristas a não comparecerem também. Já que são os bancos que decidem, eles, os bancos, que criem o boi e toquem o frigorífico”, anunciou o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, que já está em Sinop.

 “Eu não vou a Sinop. Como credor e presidente da Acrimat, sei que o papel do produtor e dos funcionários será de expectadores e esse papel eu não faço mais”, desabafou Mario Candia. Para ele “acabou o respeito que o setor produtivo tinha com o grupo frigorifico dos Bellincanta e agora vamos aguardar o resultado que os bancos decidirem nessa quarta assembleia”. Candia lembra que foram realizadas diversas reuniões para definirem uma proposta, mas que nada do que foi acordado foi cumprido pelo Frialto, “pois não são eles que decidem e vai ser assim pelos próximos 20 anos, e se a empresa conseguir se manter no mercado, será comandada pelas instituições financeiras”. Ele avisa que “bancos não têm boi e uma hora a corda vai arrebentar”.

 A última proposta do Frialto apresentada na AGC no dia 02 de dezembro foi a de pagamento em uma única parcela para o pecuarista com crédito até R$ 15 mil logo após a aprovação do Plano. De 15 mil a R$ 30 mil, o pagamento seria feito em dez parcelas. Acima disso a dívida seria indexada ao preço da arroba e paga em 20 parcelas, sendo quatro parcelas por ano o que levaria cinco anos para o pecuarista receber o que tem direito.

 “Não vamos aceitar essa proposta e daremos inicio a uma campanha para que o pecuarista, que se sentir prejudicado, pare de entregar boi para o Frialto e eu não conheço frigorífico que se mantenha sem boi gordo”, salientou Vacari. A proposta de pagamento à vista de R$ 100 mil e o saldo devedor dividido em 24 parcelas de no mínimo R$ 5 mil cada uma “e isso é possível”.

A Dívida com os pecuaristas

 São 1.203 pecuaristas credores de 12 Estados de chega a R$ 95.041.779,12. A maior parte dessa dívida é com os pecuaristas de Mato Grosso, que corresponde a 50,37% do débito com R$ 47.874.301,27 a receber por parte de 49,37% dos credores, totalizando 594 pecuaristas, divididos em 37 municípios.

 A divida com os demais Estados é a seguinte: Rondônia (RO) R$ 18.083.374,27 e 296 credores; Mato Grosso do Sul (MS) R$ 14.612.175,51 e 202 credores; Pará (PA) R$ 5.305.803,00 e 66 credores; Paraná (PR) R$ 3.443.563,42 e 21 credores; São Paulo (SP) R$ 3.875.460,03 e 18 credores; Minas Gerais (MG) R$ 135.186,17 e 2 credores; Santa Catarina (SC)  R$ 678.463,01, e 1 credor; Goiás (GO)  R$ 611,707,06 e  1 credor; Amazonas (AM) R$ 337, 069,81 e  1 credor; Maranhão (MA) R$ 46.732,17 e  1 credor; e Rio Grande do Sul (RS) R$ 37.943,40 e 1 credor.

 O pedido de Recuperação Judicial

 A empresa protocolou o pedido de recuperação judicial na Comarca de Sinop (MT), no dia 24 de maio. O grupo possui 8 unidades de abates em 5 Estados ( MT, MS, RO, SP, GO). Em Mato Grosso são 3 plantas, localizadas em Nova Canaã do Norte,  Matupá e Sinop , e uma planta em construção em Tabaporã. A dívida total do Frialto é de R$ 564 milhões.