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Briga Entre Poderes

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”Quer ‘bater’ no meu governo? Você tem 3 anos para ‘bater’. Só não mexa com a minha honestidade. Pois eu  aguento os 3 anos. Você não aguenta 3 meses”. Frase do governador Pedro Taques, dias desses para, possivelmente, o mesmo executivo da filiada à rede Globo em Mato Grosso, Zilmar Melatti, citado no artigo do jornalista Enock Cavalcanti abaixo.

O governador, mostra com tal atitude, quem realmente manda no estado. Adotando uma postura para com tal grupo de comunicação ao qual a tempos já haviam ”perdido a mão” junto aos recursos destinado a comunicação do Estado. Parabéns Governador pela atitude.

Segue o artigo publicado hoje, 15, no Diário de Cuiabá:

Zé Pedro Taques e a Globo
Meus amigos, meus inimigos: está suspensa a propaganda do governo do Estado na afiliada da Rede Globo em nosso Estado. Decisão do próprio governador Zé Pedro Taques que não gostou do trato que recebeu do diretor da emissora, o sr. Zilmar Melatti.

Imaginem: o sr. Melatti teria ido ao gabinete do Zé Pedro para determinar o quanto a TV Centro América deveria receber em propaganda oficial. Por que o sr. Melatti agiu assim?

Ora, todo mundo sabe que o poder neste País está com a Rede Globo. Não existem partidos, Ministério Público, juízes, poderes. O poder de fato pertence à mídia, já faz muito tempo, à mídia que molda cabeças e corações, desde os tempos em que Carlos Lacerda fazia suas provocações neste Brasil. E a força, dentro da mídia, quem tem, neste século 21, pós-Lacerda, são os herdeiros de Roberto Marinho, os bilionários da Globo, que, claro, espalharam seus lugares tenentes por todos os cantos.

O sr. Melatti seria um deles. Como homem da Globo em Cuiabá, chancelado pela rede nacional e também por seus patrões mais imediatos da família Zahran, imagino que o sr. Melatti se sinta uma pessoa ungida pela sorte. E efetivamente ele é, já que detém o poder global.

A história nos mostra que foi assim com Dante de Oliveira, Jaime, Maggi, Silval. Todos governadores sempre fizeram vênia para o poder da Globo. Na verdade, o único poder que rivaliza com o poder do Melatti e dos Zahrans, aqui, é o poder do Dorileo Leal e do Grupo Gazeta.

Assembleia, governo, Judiciário, tudo isso, diante da mídia, é acessório. Alguém me disse que a pedida mensal do sr. Melatti teria chegado na casa dos R$ 2 milhões de reais. Digamos que ele tenha pedido, de fato, dois milhões. Só o governador pode nos confirmar, o Zé Pedro que diz ser o rei da transparência.

O sr. Melatti bebeu o cafezinho cerimonial, depois tirou do bolso uma planilha e pode ter dito pro Zé Pedro: nossa cota vai ser essa. Imagino que, para a Globo, a verba governamental destinada à própria Globo, deve ser tão carimbada como a verba para a Saúde e Educação que tem dotação orçamentária fixada pela Constituição.

Só que parece que o sr. Melatti encontrou Zé Pedro num daqueles dias. Estava de ovo virado, desde que, numa entrevista na TVCA, o repórter passou o programa inteiro atribuindo a ele obras paradas e outra série de danações que são heranças do governo anterior, do PMDB-PR-PT.

Zé Pedro disse que não ia pagar. O sr. Melatti teria arregalado os olhos. Mesmo baixinho como um pigmeu, o governador ergueu seu dedo e mandou o homem da Globo dar o pira. Dar o pira, vejam só – expressão que, de repente, lembrei e veio lá da minha infância.

O sr. Melatti saiu batendo a porta e declarando guerra. Ora, lá do Paiaguás o governador também trovejou: se a Globo queria 2 milhões, não iria receber sequer os 800 mil que ele mandara o Jean Campos lhe repassar. A guerra foi, de fato, declarada. Com bombardeio dos dois lados.

A prefeitura de Cuiabá, com Mauro Mendes, e a Assembleia, com Guilherme Maluf, também estariam sendo mobilizadas por Zé Pedro Taques para esta batalha contra a Globo. A julgar pelos poderes envolvidos, podemos ter, em Mato Grosso, neste ano de 2015, uma guerra mais virulenta que a Guerra do Paraguai.

Até eu, que não sou de entusiasmar-me com Zé Pedro, gostaria que a querida presidenta Dilma prestasse atenção no governador de Mato Grosso. Esse pequeno homem, ao se dispor a enfrentar a Globo, pode fazer história. Sim, a história que, muitas vezes, se escreve por linhas tortas.

ENOCK CAVALCANTI – jornalista

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Sabatinas: de hoje e do meu tempo

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Volto ao tempo e imagino adentrando em uma sala de aula do queridíssimo Colégio Estadual de Mato Grosso

As sabatinas que hoje são realizadas no Congresso, nas Assembleias e nas Câmaras é de fazer qualquer cidadão urinar nas calças de tanto rir.
Volto ao tempo e imagino adentrando em uma sala de aula do queridíssimo Colégio Estadual de Mato Grosso, onde fiz os quatro anos de ginásio e os três do curso científico, para enfrentar umas “feras” tais como João Crisóstomo de Figueiredo (para mim o maior professor de Matemática do planeta), um Francisval de Brito (um gigante na geografia) um Rafael Rueda (humilde e um gênio da biologia) e “tentar” fazer uma sabatina mensal. “Aforante” como dizia Odorico Paraguaçu, os outros mestres desse quilate.

O respeito a eles, levava o aluno a um medo e trazia certa insegurança ao mesmo. No caso eu e todos os meus colegas, não tínhamos a menor chance de “arquitetar” um plano B, pois os tínhamos além de excelentes mestres, como nossos ídolos.

Se estudássemos sabíamos do sucesso nas provas, caso contrário, sabíamos também que uma nota baixíssima estava prestes a vir.

Claro que com a nota baixa viriam às consequências para os nossos fins de semana. Por exemplo, ficar sem as domingueiras do Dom Bosco e as do Clube Feminino.

A preocupação em não deixá-las chegar fazia dessas sabatinas um verdadeiro tormento.

Hoje as coisas estão muito mais “difíceis”.

As “sabatinas” deste mundo moderno realizadas para a ocupação de determinados cargos públicos, é de tirar o sono, não do candidato, mas daqueles que esperam que por aí venha alguém do ramo ou alguém disposto a “defender o povo”.

Os “professores” de hoje responsáveis por essas “sabatinas” perdem horas a fio estudando as questões que serão colocadas ao candidato, tanto é o medo de uma reprovação. Alguns fazem reuniões com eles na noite anterior às provas, regadas a um belo escocês, para avisá-los da preocupação em caso de não aprovação. Vinte e quatro horas antes seus interrogadores preocupados com esse provável insucesso de seus candidatos, dão a eles substancial ajuda e orientação sobre as questões.

Que prova coisa nenhuma. Entram na sala com as cartas marcadas, pois tem um grande objetivo se nomeados, continuar ou pelo menos, fazer vista grossa às falcatruas começadas pelos seus chefes.

Imaginem se os meus professores ouvissem o uso da palavra “sabatina” a estas usadas hoje em dia. Tenho certeza de que pelo bem de todos essa gozação das “sabatinas” modernas veio no momento exato, pois nenhum deles está vivo para presenciar essa comédia, embora particularmente ache que mesmo a alguns metros abaixo do solo, alguns remoem seus ossos de vergonha.

Continuarei me esbaldando de rir, quando voltar a assistir a uma “sabatina” destes tempos modernos, diferentes e muito mais “difícil” daquelas aplicadas pelos nossos queridíssimos mestres. E mais, as de hoje, na maioria das vezes, é para “doação” de um cargo vitalício.
EDUARDO PÓVOAS é odontólogo em Cuiabá, Pós-graduado pela UFRJ

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Agricultura tem um novo papel na economia brasileira

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Lutar por um modelo de proteção e apoio à agricultura semelhante aos países desenvolvidos é uma das inspirações do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc

Entrevista com José Zeferino Pedrozo
Presidente da FAESC

Lutar por um modelo de proteção e apoio à agricultura semelhante aos países desenvolvidos é uma das inspirações do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) – José Zeferino Pedrozo – reeleito para um novo mandato à frente da entidade. A posse dos dirigentes para o mandato 2015/2019 ocorreu na última sexta-feira (3), no auditório do Cuper Hotel, em São José, na Grande Florianópolis.

Qual o papel que cabe à agricultura no atual quadro da economia nacional?

Pedrozo – O setor primário da economia brasileira vem prestando grande serviço ao País. Além de produzir alimentos de qualidade a preços acessíveis, proporciona superávits anuais superiores a 100 bilhões de reais. Isso significa que a agricultura está, literalmente, salvando a balança comercial do Brasil. A atuação dos produtores e o fantástico desempenho apresentado pela pecuária motivaram o Governo a adotar políticas específicas orientadas para elevar o potencial de produção, geração de renda e incrementar as divisas com exportações de produtos pecuários. Além da ampliação dos programas de custeio e investimento, foram lançadas novas linhas de financiamento para dar suporte à pecuária.

O que muda na política agrícola nacional com a presença da senadora Kátia Abreu no Ministério da Agricultura?

Pedrozo – Muda tudo. O Ministério da Agricultura não esteve à altura da expressão social e econômica da agricultura verde-amarela ou por insuficiência de recursos ou por nomeação de titulares sem a devida compreensão da complexidade do setor. Agora, a presidente Dilma Rousseff mudou essa trajetória com a nomeação da senadora Kátia Abreu, ex-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para o Ministério. Nos últimos anos, ela tornou-se a mais competente interlocutora da área, associando conhecimento técnico com atuação política o que rendeu grandes e justos dividendos para o setor. Temos no MAPA uma liderança que conhece o campo, o produtor e o empresário rural, o mercado e o mundo globalizado. Uma nova era começou na gestão da agricultura nacional.

Qual seria a situação ideal de apoio do Estado e da sociedade para a agricultura brasileira que a Faesc defende?

Pedrozo – Seria a adoção de um modelo de apoio e proteção semelhante aos países desenvolvidos, onde os artifícios utilizados para assegurar a atividade rentável vão muito além dos subsídios. Nesses países existe uma política com tratamento diferenciado para o setor primário, sob vários outros aspectos. Nestas políticas encontramos impostos menores ou a sua completa isenção, créditos de custeio e investimentos sem limites e com juros compatíveis, decisivos investimentos em infraestrutura de transportes, armazenagem e beneficiamento, atrativos financeiros para investimentos em pesquisa e extensão rural, além de adequados mecanismos de comercialização. As políticas de apoio ao emprego de tecnologia e sustentação de renda praticadas são estáveis, isto é, são conhecidas no longo prazo, o que permite aos produtores planejar suas atividades.

Quais são as principais preocupações do produtor rural e do empresário rural, atualmente?

Pedrozo – A evolução resultante da introdução de técnicas aprimoradas, a ausência de salvaguardas contra os subsídios externos, o excessivo liberalismo nas importações, os custos internos e a falta de mecanismos eficientes de apoio ao beneficiamento e à comercialização da produção, somadas a um conjunto de outros fatores.

Qual é o impacto social da agricultura para o País?

Pedrozo – A função sócio-econômica que envolve o setor primário é muito expressiva. São mais de 80% dos municípios que vivem da dependência da economia primária. As estatísticas estão a comprovar que a maior parte dos alimentos que consumimos provém da produção das pequenas propriedades que atuam no regime de economia familiar.

Quais as alternativas para aumento da renda rural?

Pedrozo – Perseverar na capacitação do produtor rural, tarefa que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) vem realizando com muito sucesso e manter a diversificação de atividades, buscando em todas elas o aumento da produtividade. O leite vem sendo um exemplo positivo, pois garante renda mensal ao produtor e evita o êxodo rural.

O que dificulta o desenvolvimento rural?

Pedrozo – No Brasil e no mundo inteiro, a agricultura é um segmento fragilizado que requer proteção política, econômica e institucional. Em nosso País o setor tornou-se competitivo e conquistou mercados importantes, mas, mesmo assim, requer proteção porque sofre concorrência desleal de outros países, que gastam bilhões de dólares em subsídios aos seus agricultores.

Como está o processo de industrialização para abertura de novos mercados aos produtos de maior valor agregado?

Pedrozo – Esse é um processo que acontecerá gradualmente. Nossos produtos industrializados têm qualidade para conquistar qualquer mercado mundial. A agroindústria deve, a cada ano, aumentar o volume de industrializados e reduzir a venda de carne in natura. Os industrializados, especialmente os da linha fast food, estão no foco de interesse dos consumidores dos grandes centros que, cada vez mais, desejam comida saborosa, de fácil preparo e isenta de gordura.

O senhor tem sido um entusiasta da aprendizagem rural.

Pedrozo – Essa atividade consigo estimular através do Senar. Trata-se de um órgão que, mesmo com recursos limitados vem cumprindo seus objetivos ao longo dos últimos anos. E nós aqui em Santa Catarina, como presidente da Federação da Agricultura presidimos também o conselho administrativo do Senar, por meio do qual tem sido possível promover a profissionalização do homem do campo.

Quais são as principais reivindicações da agricultura?

Pedrozo – O produtor rural quer preço justo para sua produção. Para isso, precisamos trabalhar em duas pontas. Em uma extremidade, ajudá-lo a ser eficiente e competitivo e, para isso, são necessários recursos financeiros das linhas de crédito rural suficientes e no prazo certo, assistência técnica de qualidade e programas de estímulo do tipo troca-troca de sementes, etc. Nesse aspecto, os juros cobrados no Brasil são elevados. De outro lado, precisamos aperfeiçoar os mecanismos de comercialização e de intervenção no mercado, missão que as cooperativas perseguem incessantemente.

O preço dos alimentos continua aumentando. Isso é bom para os produtores rurais?

Pedrozo – A inflação nos preços dos alimentos não é culpa do produtor rural e, com certeza, não é boa para ninguém. Os custos de produção estão elevados e as margens dos agricultores, dos produtores e empresários rurais estão baixas. Sabemos que o mundo está assustado com o aumento dos preços dos alimentos, que pressionam a inflação e afetam a recuperação econômica. A cotação dos alimentos ampliou, mas, quem lucra não é quem produz.

Quais as perspectivas do setor conquistar novos mercados externos?

Pedrozo – Estamos trabalhando em várias frentes através da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Itamaraty e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Temos um mercado aberto de carne bovina para o mundo inteiro e de frango para 150 países, mas o mercado de carne suína está muito restrito – Rússia, comprava 90% das nossas exportações, o restante para Hong Kong e Argentina – mas estão surgindo novas possibilidades com a China, a Ásia, os Estados Unidos e outros países. Japão é uma grande possibilidade.

A sociedade brasileira melhorou a percepção sobre o universo rural?

Pedrozo – Sem dúvida, é preciso realçar que uma das grandes conquistas do agronegócio nesses últimos anos, em que o Congresso Nacional discutiu a legislação ambiental, foi tornar-se percebido como setor essencial da economia nacional e entrar na pauta geral de preocupações da sociedade brasileira. Há décadas, normas ambientais equivocadas e divorciadas da realidade apenas inviabilizam as atividades agropecuárias e provocam êxodo rural. Por isso, a Faesc defendeu a criação de uma legislação ambiental de amplitude estadual, coerente com a estrutura fundiária de cada Estado, como o fez Santa Catarina em 2009, dando um exemplo ao País.

PERFIL

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, está vinculado ao associativismo há 40 anos. Natural de Campos Novos (SC), Pedrozo, 74 anos, graduou-se em Administração de Empresas. Também preside o conselho de administração do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC) e é membro do Conselho de Administração do Senar Nacional e do Sebrae/SC. É vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Presidiu a Coopercentral Aurora Alimentos e o Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de SC (Sindicarne). Nos primórdios de sua vida comunitária, dirigiu a Cooperativa do Rio do Peixe e o Sindicato Rural de Joaçaba. Na década de 1980/90, cedeu à convocação das cooperativas e elegeu-se deputado estadual por duas legislaturas.

Fonte.:MB Comunicação Empresarial/Organizacional