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Impeachment passa com folga e otimismo segue no mercado

Como já esperado, impeachment passa com folga e otimismo deve sobressair. Jornais apontam entre 44 e 47 votos a favor do impeachment no Senado. BC não atua.

Dilma perde o primeiro round do impeachment na Câmara e sai em desvantagem em briga no Senado. Levantamentos apontam que oposição já tem maioria na casa presidida por Renan Calheiros (PMDB), que prometeu dar sequência ao trâmite sem acelerar, mas também sem enrolar. Apesar do resultado na Câmara ter sido continuamente precificado nos mercados, o otimismo deve se sobressair nesta segunda-feira (18).

Após derrota por 367 votos na Câmara, 25 a mais do que o necessário, o governo parte para negociações, já em desvantagem, com senadores. Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo mostra que 44 senadores são favoráveis ao impedimento de Dilma Rousseff, acima dos 41 necessários para afastar a presidente do cargo por 180 dias. Os senadores contrários somam 21, seis estão indecisos e 10 não responderam ao questionamento do jornal.

O Estadão mostra a balança menos pessimista para o governo. Outros placares evidenciam ambiente ainda mais hostil. O Valor Econômico mostra que os votos favoráveis ao impeachment somam 46 no Senado e 20 são contrários. Restam 15 que não opinaram.

Na Folha de S.Paulo, os votos favoráveis ao impeachment sobem para 47 e 19 são contra. Outros cinco estão indecisos, sete não declararam e três não responderam. Diante desse quadro, Dilma e sua equipe já falam em levar o processo de impeachment ao STF (Supremo Tribunal Federal). A ação é um consenso, mas existe um dilema sobre quando a medida será tomada.

Alguns aliados defendem que seja feito logo após o Senado receber o processo, enquanto outros acreditam que seria melhor somente depois do provável afastamento, segundo informações dos jornais Valor Econômico e Folha de S.Paulo. Ao mesmo tempo, Dilma fará de tudo para tentar reverter sua situação no Senado.

Com Calheiros sinalizando que não irá adiantar os prazos do processo de impeachment, o que poderia prejudicar Michel Temer, o vice tenta estabelecer uma linha de negociação direta com o presidente do Senado. A preocupação é com o regimento do Senado, que possui algumas questões ambíguas, o que aumenta o poder de Renan, desafeto de Temer, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

Nos mercados internacionais, as bolsas asiáticas recuaram pressionadas pelo tombo de cerca de 3% nos preços do petróleo. Os integrantes da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não fecharam acordo no fim de semana para congelar a produção da commodity. As bolsas europeias e os índices futuros norte-americanos têm leve queda.

Por aqui, os mercados ainda devem refletir o otimismo com o impeachment nas negociações de ações, juros futuros e dólar. Neste último caso, vale destacar que o Banco Central não havia anunciado até esta manhã nenhum leilão de swap reverso, o que vinha contendo as quedas da moeda nos últimos pregões.

 

Da Redação com informações de Gustavo Kahil, Weruska Goeking e Marcelo Ribeiro, jornalistas especialista no mercado.

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