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Opinião – Lamento, vai ter guerra!

”Refiro-me àquele hipotético encontro, Senhor Capitão e meu ilustre General Augusto Heleno, penso que assistir pacificamente a libertação do tal facínora já irremediavelmente condenado…”

Como não sou homem de mandar recado e posto que me encontro exausto de enxergar onde alguns não querem ver nada ou ainda de falar coisas que muitos patriotas gostariam de dizer, mas não têm a oportunidade de se manifestar através de uma valente e independente Tribuna como esta em que semanalmente escrevo, declaro sem a vã pretensão de ser ouvido e muito menos acatado que, se por obra do acaso me encontrasse frente a frente com duas das mais expressivas e emblemáticas lideranças destes novos tempos – o Presidente Jair Bolsonaro e um ex-colega do Colégio Militar do Rio de Janeiro, General Augusto Heleno – aos dois diria sem hesitar: “a meu sentir se esta casa de tolerância em que se transformou o Supremo Tribunal Federal-STF em virtude das impatrióticas atuações dos mais nocivos “Mandarins Solta Bandidos” que o Brasil já viu, vier a permitir que se liberte o “Ogro Encarcerado” e junto com ele os bandidos da vida pública que desgraçaram esta Terra de Santa Cruz, o povo, único senhor e dono do poder, vai para as ruas e haverá guerra”. Diria isso e no meu interior não lamentaria nada porquanto sei que, em nome da lei, da ordem e do progresso e na estrita defesa deste povão sofredor, quando a hora chegar vou estar nas frentes de luta.

Falo desta forma porque toda uma trama contra esta Terra de Santa Cruz está sendo ultimada e há muito vem sendo urdida pelo establishement venal e corrupto, abertamente apoiado pela “jornadalha” maldita vendida aos Barões da Comunicação, que se encontram frustrados e furiosos por não poder mais tungar o erário, como faziam nos governos de Sarney a Temer. O STF por seus serviçais da velha corja política vem, sorrateiramente e a conta gotas, preparando o terreno para ser desferido o golpe final na maior e na mais legítima esperança de nossa gente de lograr ajustar contas com aqueles que mancharam a honra do País, qual seja, a “Operação Lava Jato”.

Realmente aquela fantástica ação patriótica que, por sua vez, ultrapassou as fronteiras do País e seguiu avassaladora dando um magnífico exemplo do Brasil para a Comunidade das Nações livres e civilizadas, pode estar com seus dias contados por conta de um “golpe de misericórdia” que os vermelhos estão prontos a desferir com a libertação do bandido-mor e que está ganhando nestes dias um louco destaque e um covarde “incensamento” da mídia tradicional.

O jornal “O Goebbels” – um dos mais asquerosos expoentes desta campanha perversa contra a nova ordem – nestes dias fatídicos está inteiramente dedicado a tornar palatável para o distinto público a libertação do maior ladrão da coisa pública da história contemporânea. Vou exemplificar para tornar claro o que estou querendo demonstrar. Um badalado “deformador de opinião” cativo do Sistema – que com seu ridículo bigodinho à moda John Gilbert do cinema mudo posa sempre de imortal por conta de um título arranjado por seus patrões – sustentou que a libertação do bruto depende exclusivamente da interpretação inquestionável dos onze deuses do STF e que a nós, os vitimados por seus atos apenas cumpre abaixar as orelhas. Outro deformador da mesma laia – um carcamano cuja fraca carreira só foi adiante pelo muito que os militares a turbinaram – veio saldando a iminente libertação de Lula gritando nestes dias, também pelas páginas do mesmo “O Goebbels”, que o provável retorno do bruto à vida política do País é o fator que faltava para a plena democracia no Brasil, o regime que Bolsonaro e sua equipe estariam ultrajando. Ah, patifes de uma figa, um dia vocês vão pagar caro por esse procedimento vil e torpe!

Outros execráveis da extrema imprensa estão também integrados na mesma campanha tal qual um “Remelento Azedo” – comprado pela “Foice de São Paulo” com seu chapeuzinho gay e tudo o mais que exibe sua triste figura e revela sua medíocre pena de aluguel – que teve a petulância de escarnecer de nós, ao sustentar que a decisão do Supremo de soltar Lula não vai efetivamente beneficiar quase duas centenas de milhares de marginais perigosos ou de bandidos do colarinho branco, mas apenas algumas dezenas de milhares de presos e, sendo desta forma, não seria indesejável ou prejudicial. Na mesma ocasião e de forma orquestrada, um tal de “Moleque de Alencar” – ex assecla de Lula defenestrado do Planalto – veio gritando igual baboseira pelas ondas de uma rádio do “Sistema Goebbels”. É deste jeito que este plano macabro está concebido e está sendo posto em prática.

Estou pesaroso, todavia guardo dentro do peito a esperança de que na hora em que o Supremo manobre para soltar o “Ogro Encarcerado” juntamente com outros facínoras de igual periculosidade – seja agora em face do novo julgamento da prisão em segunda instância ou em qualquer oportunidade vindoura – as Forças Armadas colocarão fim no reinado dessa canalha abjeta ou, então, que o povo rebelado ponha termo a esta traição à vontade popular.

Além disso, me digam o que podemos esperar para evitar uma guerra civil se o Congresso Nacional continuar sua marcha desafiadora na defesa intransigente da abominável classe política nacional e das malversações legalizadas e ilegais do dinheiro do erário? Registrem. Com poucas e raras exceções, foi justamente esse parlamento que sustentou os governos que levaram o Brasil à bancarrota e o envergonhou internacionalmente. Se mais já fizeram no passado, por qual razão não deixarão de repetir a dose. Lembremo-nos do antigo provérbio luso: “Cesteiro que faz um cestofaz um cento, e, tendo cipó e tempo, faz duzentos”. Não tenho a menor dúvida que vão continuar nos roubando, lesando a sociedade e traindo o mandato recebido das vítimas que enganaram e é justo o número de seus incautos eleitores que usam como munição para afastar as manifestações advindas do opróbio imposto pelo cidadão honrado.

Não é justo que percamos tudo quanto já conquistamos de janeiro de 2019 para cá. Seria extremamente frustrante e perverso que todos os acordos internacionais ao qual nos habilitamos como um novo Brasil fossem destruídos e que a luta contra o comunismo no Continente e no Mundo, para qual nos apresentamos como líder e combatente forte, morra no nascedouro.

Neste diapasão deve ser sopesado que se a imprensa tradicional tivesse promovido uma campanha midiática – do tipo que engendra em prol de seus interesses escusos – contra os Mandarins do STF que transformaram a Corte num escritório avançado do crime organizado ou contra os bandidos da vida pública, os homens de bem deste País já teriam defenestrado de suas cadeiras aqueles “capas pretas” e não mais estaríamos vivendo sobressaltados a espera que a qualquer momento possam destruir a Operação Lava Jato, o herói nacional Sérgio Moro e os Promotores de Curitiba. Assim forçoso é concluir que se velha classe política é ignóbil a imprensa dos Barões da Comunicação é bem pior, mais maléfica. Há que ser destruída igualmente.

Da maneira que as coisas estão se encaminhando e posto que o governo atual esteja cada vez mais emparedado pelos poderosos que atacam sua cidadela noite e dia, creio que não fugiremos do confronto que a meu sentir é iminente, somente ainda não sei a dimensão desta guerra interna que vai se instaurar quando a vermelhada tentar tomar o País novamente. Ainda existem espíritos mais elevados como o do bravo e destemido Mestre Modesto Carvalhosa que espera ver as cosias resolvidas de forma drástica, mas pacificamente, quando com muita autoridade aconselha que “devemos nos organizar através dos movimentos de rua e exigirmos uma nova constituição que institua o voto distrital puro, as candidaturas independentes, a não reeleição para qualquer cargo ou mandato, o fim do foro privilegiado e a eliminação do fundo partidário e eleitoral”, dentre outras medidas que definitivamente colocariam ordem na bagunça desmoralizada a que se resume a Brasília dos cabeludos advogados da bandidagem que correram para o tal julgamento STF que pretende libertar o bruto e outros brasileiros do mal de igual naipe.

 

Por Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. Email: bppconsultores@uol.com.br.

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