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Author Archives: Kadu Rachid

Novidade

Hospitais Regionais incorporam ações do PAS da Saúde com investimento de R$ 8 milhões

O secretario de Estado de Saúde, Augusto Amaral anunciou em reunião realizada em seu gabinete, com diretores dos Hospitais Regionais, a liberação de R$ 8 milhões de reais por parte do Ministério da Saúde, a serem aplicados no Programa de Ação da Saúde (PAS da Saúde), no projeto Fila Zero, onde as ações serão realizadas nos quatro Hospitais Regionais, no mês de julho.

Augusto Amaral explicou aos diretores, que esse recurso foi conseguido, graças ao empenho do Governador Silval Barbosa, que esteve em Brasília e ao apresentar ao Ministro José Gomes Temporão, o Programa de Ação da Saúde de Mato Grosso, principalmente no que diz respeito ao atendimento da população que está em filas de espera na Rede SUS do Estado, e que de pronto liberou recursos para procedimentos de Média e Alta Complexidade.

Na reunião, Augusto Amaral assinou e aprovou os planos de atendimentos eletivos de média e alta complexidade, dos quatro Hospitais Regionais, com abrangência de atendimento a população dos municípios situados nas microrregiões Oeste, Sul e Norte.

No Hospital Regional de Rondonópolis serão feitos 6.448 exames e 2.118 procedimentos cirúrgicos. Tanto os exames quanto os procedimentos cirúrgicos são da média e alta complexidade. As especialidades cirúrgicas são das áreas de neurologia, vascular, geral, pediátrica, otorrinolaringologia. Já os exames são de imagem, com suporte aos pré operatórios incluindo ecograma, Doppler e exames de alta tecnologia.

Já em Cáceres serão feitos 3.781 exames e 472 procedimentos cirúrgicos. As cirurgias são das áreas de ortopedia e gerais. Os exames são pré operatórios, de risco cirúrgico, ecocardiograma, Doppler, eletroencefalograma, dentre outros de imagem.

Nas unidades de saúde de Colíder e Sorriso vão realizar 4.200 procedimentos cirúrgicos, ficando para o Hospital Regional de Colíder as cirurgias gerais, ortopédicas, ginecológicas, pediátricas, de pescoço e tireóide, oftalmológicas, urologia, otorrinolaringologia.

Em Sorriso, as cirurgias serão executadas na área de ortopedia e traumatologia. Os exames laboratoriais para os dois hospitais são os de imagem, pré operatório e risco cirúrgico.

Segundo o secretário adjunto de Gestão Estratégica, Fabiano Tonaco Borges as unidades de Saúde Estadual atenderão os pacientes devidamente agendados em sistema de mutirão nos finais de semana e com encaixe do agendamento cirúrgico de cada Hospital, sem influenciar no atendimento diário dos Hospitais, conforme a disponibilidade das vagas. As Centrais de Regulação Estadual e Regionais é que farão o chamamento dos pacientes.

O secretário Augusto Amaral finalizou pedindo empenho da equipe na execução de mais essa importante ação de saúde que tem a pactuação integrada da Assistência a Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde e que conta com a participação e parceria dos municípios de abrangência de cada região.

“Estamos dando maior agilidade ao atendimento e resolutividade aos pacientes atendidos. Por isso, estamos ampliando o acesso aos serviços nas regiões do Estado onde temos unidades hospitalares fortes e com capacidade de atendimento de média e alta complexidade. Os nossos Hospitais estão dentro das exigências e os critérios para execuções desses exames e cirurgias. E ainda estamos cumprindo a meta do Governo de Mato Grosso de atender a população mais próximo de sua residência e a do Governo Federal na descentralização e interiorização das ações e serviços de saúde”, disse o secretario de Estado de Saúde, Augusto Amaral.

Política

Indicação poderá contemplar Gaúcha do Norte com ambulância

Uma indicação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP) beneficiará Gaúcha do Norte. O parlamentar salientou a necessidade de disponibilizar uma unidade móvel hospitalar para o município, que hoje possui apenas uma ambulância.
Segundo o deputado, a solicitação foi feita pelo presidente da Câmara Municipal de Gaúcha do Norte, vereador Ironaldo Barbosa Fernandes. Argumentou que a Assembleia Legislativa, por meio de Emenda Modificativa ao Projeto de Lei nº 494/2009.

“Essa emenda propiciou o destino de ambulâncias para atender a população mato-grossense, com o intuito basilar de beneficiar o setor que zela pela saúde pública”, lembra Riva.

Ainda conforme o deputado, Gaúcha do Norte possui sérias dificuldades na área da saúde. Entre elas, a falta de um veículo para prestar o atendimento emergencial de forma eficaz; “A prestação de o serviço fica prejudicada por só ter uma unidade para atender toda a demanda”, reafirma o parlamentar.

Mais Informações:
Assessoria da Presidência 3313-6568/9207-4500

Variedades

Cientistas: seres humanos congelados podem ser ressuscitados

Leveduras e vermes podem sobreviver à hipotermia, se forem submetidos primeiro à extrema privação de oxigênio, afirma um novo estudo. Os resultados deste estudo, afirmam cientistas, poderiam solucionar um dos maiores desafios da ciência: como os seres humanos podem ser trazidos de volta à vida depois de serem congelados.

O estudo revelou uma capacidade anteriormente desconhecida de organismos para sobreviver ao frio letal temporariamente retardando os processos biológicos que mantêm a vida.

“Descobrimos que a extensão dos limites de sobrevivência no frio é possível, se o consumo de oxigênio é o primeira a diminuir”, disse o pesquisador Mark B. Roth do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, Washington em entrevista ao site Live Science.

Uma forma de “hibernação forçada” – estado conhecido como “animação suspensa” – envolve a suspensão repentina de reações químicas no organismo, devido à falta de oxigênio. Um vídeo que captou 10 horas do processo de desenvolvimento de um embrião de minhoca do bebê mostrou um rápido processo de congelamento da divisão celular através da remoção do oxigênio do ambiente. Esta divisão celular recomeçou duas horas e meia depois de que o oxigênio foi restaurado.

Quando submetidos a temperaturas de congelamento, os embriões de levedura e de minhocas não vivem, afirmaram os pesquisadores. Um total de 99% dos embriões usados no experimento morreu após 24 horas de exposição à temperatura um pouco acima de zero.

Mas, quando foram privados de oxigênio na forma acima descrita, 66% das levedura e 97% das minhocas sobreviveram. Após o reaquecimento e reintrodução de oxigênio, os dois organismos muito diferentes foram reanimados e mostraram expectativa de vida normal, disseram os autores da pesquisa.

Para os cientistas, uma melhor compreensão sobre a ligação entre baixos níveis de oxigênio e baixas temperaturas pode levar à uma maneira de estender a vida de órgãos humanos para transplante.

E também poderia explicar o que tem sido um mistério insolúvel: casos registrados de seres humanos que foram “trazidos de volta à vida” depois de sucumbir à hipotermia. “Há muitos exemplos na literatura científica dos seres humanos que parecem congelados até a morte. Eles não têm batimentos cardíacos e estão clinicamente mortos. Mas eles podem ser reanimados”, disse Roth. “Da mesma forma, os organismos em meu laboratório pode ser colocado em um estado de animação suspensa reversível através de privação de oxigênio e outros meios. Parecem mortos, mas não estão.”

Casos documentados de humanos reanimados com sucesso após passar horas ou dias sem pulso em condições extremamente frias inspiraram Roth a estudar a relação entre hipotermia humana e sua própria pesquisa em hibernação forçada.

No inverno de 2001, a temperatura do corpo da menina canadense Erica Norby caiu para 16 graus Celsius, quando ela esteve deitada por horas depois de sair de casa a uma temperatura abaixo de zero vestindo apenas uma fralda. Aparentemente morta, ela se recuperou completamente depois de ser reaquecida e ressuscitada.

O mesmo fato curioso aconteceu com o alpinista japonês Mitsutaka Uchikoshi que foi descoberto com uma temperatura corporal de 22 graus C, 23 dias depois de adormecer em uma montanha nevada em 2006.

“Nós queremos saber se o que estava acontecendo com os organismos em meu laboratório foi o que aconteceu em pessoas como a menina canadense e o alpinista japonês. Antes de congelar eles conseguiram de alguma forma diminuir seu consumo de oxigênio? É o que os protegeu?”, disse Roth. “Nosso trabalho em nematoides e leveduras sugere que pode ser esta a explicação e isso pode levar-nos um passo mais perto de compreender o que acontece com pessoas que parecem congelar até a morte, mas podem ser reanimadas sem sequelas”. O efeito protetor da privação de oxigênio detém os processos biológicos antes do desenvolvimento de perigosas instabilidades. Quando reanimados, os processos continuam de onde pararam, sem nenhum sinal de ruptura ter ocorrido.

“Quando um organismo é suspenso o seu processo biológico não pode fazer nada errado”, disse Roth. “Em condições de frio extremo, por vezes, essa é a coisa certa a fazer, quando você não pode fazer isso direito, o certo é não fazer nada.”

O objetivo final dessa investigação é a de ganhar tempo para os pacientes em estado de choque físico – como após ataques cardíacos e severas perdas de sangue – aumentando suas chances de sobrevivência por preservá-los até que possam chegar a cuidados médicos, disseram os pesquisadores. Outras formas de hibernação forçada incluem a exposição a agentes químicos como o sulfureto de hidrogênio.