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Author Archives: Kadu Rachid

Cultura

Orquestra do Estado de Mato Grosso celebra aniversário de Cuiabá com peça inédita no Cine Teatro Cuiabá

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A Secretaria de Estado de Cultura preparou uma programação especial para o mês de abril em comemoração ao 291º aniversário de Cuiabá, que acontece no dia 08. Entre as atividades, a Orquestra do Estado de Mato Grosso preparou um presente especial, uma apresentação rica em tradições, ritmos pantaneiros e uma histórica estreia. O repertório do Concerto Oficial, que foi elaborado para celebrar o aniversário da capital, conta com músicas de Roberto Correa [Mazurca Pantaneira e Araponga Isprivitada] e Ernst Mahle [Concertino para viola de cocho], além de algumas peças de três grandes compositores mato-grossenses: Mestre Albertino, Mestre José Agnello Ribeiro e Tote Garcia. A apresentação acontece no dia 8, às 20 horas, no Cine Teatro Cuiabá.

No Bairro do Areião, Lambari na Cuia & Paraíso [de Mestre Albertino], Cadê Totinho & Rabello no Coxipó [de Tote Garcia] e Quilombinho [José Agnello Ribeiro], unem-se ao inédito Concertino para viola de cocho e orquestra, peça escrita pelo alemão naturalizado brasileiro Ernst Mahle, especialmente encomendada pela OEMT para o aniversário de Cuiabá. “Esta é a primeira peça composta especialmente para viola de cocho. Ernst Mahle é um excelente compositor. Concertino para viola de cocho e orquestra é muito bonita e utiliza elementos incomuns, extensões absurdamente complexas do instrumento. Se alguém ainda tem alguma dúvida sobre o potencial da viola de cocho, se ver o concerto do dia 8, vai mudar de idéia”, instiga Roberto Correa.

Para o concerto que homenageia a capital mato-grossense, um dos mais importantes pesquisadores da viola caipira e da viola de cocho do país, Roberto Correa, subirá ao palco junto a OEMT para enriquecer ainda mais este repertório especial que conta com a sonoridade da viola tipicamente pantaneira em todas as peças deste repertório.

Mineiro de Campina Verde e radicado em Brasília desde 1975, Roberto Correa tem mais de 20 anos de carreira, publicou livros, discos e vídeos como resultado de suas pesquisas sobre a viola de cocho e caipira e a cultura popular brasileira. Como compositor, Roberto Correa vem contribuindo para formação do repertório da viola, especialmente solista. Sua música, embora vinculada às tradições musicais interioranas, frequentemente é associada a contemporaneidade e à erudição.

“Estou muito entusiasmado em poder trabalhar novamente com uma orquestra tão importante para a música brasileira. A Orquestra de Mato Grosso apresenta um trabalho inovador e ousado ao unir a viola de cocho ao instrumental clássico da música de concerto. Mato Grosso é o único lugar em que eu não preciso explicar o que é e o que significa a viola de cocho [brinca]. É empolgante voltar a este Estado para tocar tal instrumento com uma orquestra tão respeitável”, comenta Roberto Correa. Mais informações: (65) 3624-5845.

Economia

Cenário de milho e soja favorece produção de carnes

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Custo da ração cai e aumenta a receita dos criadores de animais

O aumento da disponibilidade de milho e soja no mercado brasileiro, previsto para este ano, pode beneficiar a avicultura, a suinocultura e a bovinocultura, especialmente em Minas Gerais. De acordo com o superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento,  João Ricardo Albanez, no caso do milho, apesar da  redução da produção, estimada em 8,3%, com o registro de 6 milhões de toneladas, o Estado ainda se mantém numa faixa próxima do recorde histórico.

Ele diz que, em 2008, a safra foi de 6,6 milhões de toneladas de milho.  “A produção atual de milho, no Estado, não é maior porque os agricultores sabiam da existência de um grande estoque de passagem (11 milhões de toneladas) no Brasil e por isso decidiram plantar menos para evitar a superoferta do produto”, acrescenta.

Uma das conseqüências será a possibilidade de compra de milho para a produção de ração a preços mais acessíveis. “Isso beneficiará os avicultores, suinocultores e criadores de bovinos pelo menor custo da ração”, observa o superintendente. Conforme Albanez, a margem de lucro para esses criadores pode aumentar, pois a ração representa mais de 65% do custo de produção das atividades, sendo o milho o principal componente.

Outro fator importante para o recuo do plantio de milho foi a migração de parte dos produtores para a soja. A Conab informa que, no caso da oleaginosa, a estimativa para a safra 2009/2010, em Minas, é de 3 milhões de toneladas, um volume 9,9% maior que o da safra anterior. “A produção mineira deverá contribuir para o registro de um volume recorde da soja estocada no país. O estoque nacional do produto em grão, atualmente, alcança 5,1 milhões de toneladas”,  destaca Albanez.

As granjas avícolas de Minas Gerais já estão se beneficiando da redução dos custos com a alimentação das aves. Um levantamento da Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig) mostra que a saca do milho está cotada atualmente em R$ 14,00, valor cerca de 25% menor que a média do ano passado. Segundo Marília Martha Ferreira, diretora da entidade, a redução do custo do grão é um fator importante, porque o milho responde por 70% dos custos com a alimentação das aves nos criatórios. Num período de 42 dias, um frango consome cerca de 3,2 quilos de milho. Ela ainda informa que “os avicultores poderiam obter maior produtividade caso os preços do frete não fossem tão altos.” O chefe do Departamento de Integração da Avimig, Délcio José dos Santos, informa que o custo de produção por quilo de cada ave para a indústria é superior a  R$ 1,40 em Minas. Já o preço de atacado da carne de frango resfriada, no Estado, alcança R$ 2,60. 

O vice-presidente da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg), José Arnaldo Pena, diz que o milho e a soja correspondem também a 70% do custo de produção dos animais nesse segmento. “Para cada quilo de suíno vivo, o gasto fica entre R$ 2,20 e R$ 2,30. Portanto, um animal em condição de abate, aos 100 quilos, custa cerca de R$ 230,00, e a sua cotação no mercado é de R$ 260,00.”  Pena acrescenta que o cenário da produção de milho é favorável ao aumento da produtividade nas granjas de suínos, mas ele diz que a Asemg se preocupa com a possibilidade de desestímulo dos produtores de milho diante da queda de receita que eles deverão ter neste ano.   

O coordenador estadual de Bovinocultura de Corte da Emater-MG, José Alberto de Ávila Pires, confirma as perspectivas favoráveis neste ano para a criação de gado em confinamento com base nas estimativas de disponibilidade de milho e soja. Ele explica que o custo operacional em 60 dias de confinamento de um boi  é de aproximadamente R$ 240,00. O item de maior expressão na alimentação dos bovinos é o milho, que no período analisado tinha a cotação de R$ 18,00 a saca de 60 quilos. Segundo Ávila Pires, já existem sinalizações de redução do custo com a aquisição do milho na casa dos R$ 14,00 a saca.

Portal do Agronegócio

Esportes

Kelly Slater supera dores no pé, bate Mick Fanning e toca o sino pela quarta vez

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Foi uma prova de resistência. Quatro baterias, de 30 minutos cada, no frio, em uma praia com estrutura improvisada. No pé direito, uma fita para amenizar as dores. Lesionado, Kelly Slater, de 38 anos, teve um duro dia de trabalho. Quando o expediente terminou, já no fim da tarde, na Austrália, ele foi bater o cartão, ou melhor, tocar o sino. Pela quarta vez na carreira, o americano eneacampeão do mundo venceu em Bells Beach, o segundo desafio da temporada. Um triunfo saboroso, com uma atuação de gala contra o atual dono do caneco do Circuito Mundial e anfitrião da etapa, Mick Fanning. 

– Prometi que, se vencesse esse campeonato, deixaria todo mundo tocar o sino – disse.

Com a vitória, Slater pula da nona para a segunda colocação do ranking. Entre os brasileiros, o melhor foi desempenho em Bells foi de Adriano de Souza, o Mineirinho, eliminado nas quartas. Jadson André também chegou ao último dia, mas parou nas oitavas. A próxima etapa do Mundial começa no dia 23, em Santa Catarina.

Slater se machucou na terça-feira, quando treinava em Bells. Foi dúvida na terceira fase, mas chegou ao campeonato poucos minutos antes de sua bateria e se classificou. O mar, em condições ruins, deu a ele um dia de descanso. Mas, nesta quinta-feira, era dia de trabalho. Não em Bells propriamente, mas na vizinha Johanna.

No improviso, a etapa recomeçou. Não havia área reservada para os atletas nem mesmo onde comer, para repor as energias entre uma bateria e outra. Para Slater, a jornada começou nas oitavas, com uma vitória sobre o taitiano Michez Bourez. Depois, passou pelo australiano Bede Durbidge e pelo americano Bobby Martinez. 

Do outro lado da chave, Mick eliminava o compatriota Taj Burrow, líder da temporada. Era hora do confronto de campeões do mundo. Antes, porém, um outro duelo de titãs: Tom Curren x Mark Occhilupo. Era, então, a hora da bateria que valia o sino.

Depois de um leve aquecimento de Fanning – uma nota 1,00 -, Slater remou para o que parecia ser a primeira boa onda da bateria. Uma rasgada, um cut back, uma queda e nota 2,83. Nervoso, o aussie foi novamente para uma onda fraca: 1,13.

Mick, na metade da bateria, finalmente começou a trabalhar e tirou 7,17 para assumir a liderança. Cansado em sua quarta bateria no dia e com dores no pé, Slater precisava de 5,74 se quisesse brigar pelo título.

A 12 minutos para o fim, o americano foi para um onda, mas não conseguiu sair dela. Mick, agora com a prioridade, foi na que se formava atrás. Os juízes ainda não tinham informado a nota do australiano quando Slater pegou a melhor onda da bateria. Deu uma rasgada, pegou embalo, deu um aéreo sem as mãos, rodou na espuma, mas conseguiu segurar-se na prancha.

Vinha, então a nota de Mick: 4,83. Kelly precisaria de 7,33, mas os juízes anunciaram que aquela sua onda tinha valido 8,93. Ele agora liderava, com 13,60 pontos. Mick precisava de 6,44. Mas a situação ficou ainda pior quando, dois minutos depois, viu o americano voar de novo e ganhar 8,10.

Com 17,03 pontos, Slater deixou Fanning procurando uma nota à beira da perfeição. A cinco minutos do fim, buscava um 9,86, mas se despediu com os 12,00 pontos que tinha conseguido até ali.

Baterias do último dia em Bells Beach:

Final
Kelly Slater EUA 17.03 x 12.00 Mick Fanning AUS
Semifinais
1. Mick Fanning AUS 15.33 x 12.50 Taj Burrow AUS
2. Kelly Slater EUA 14.66 x 3.80 Bobby Martinez EUA
Quartas de final
1. Taj Burrow AUS 11.34 x 4.87 Adriano de Souza BRA
2. Mick Fanning AUS 14.20 x 14.00 Jordy Smith AFS
3. Bobby Martinez EUA 15.10 x 11.40 Joel Parkinson AUS
4. Kelly Slater EUA 15.10 x 13.00 Bede Durbidge AUS
Oitavas – baterias que faltavam
5. Joel Parkinson AUS 11.84 x 10.83 Adrian Buchan AUS
6. Bobby Martinez EUA 13.67 x 8.77 Jadson André BRA
7. Bede Durbidge AUS 12.20 x 7.00 Luke Stedman AUS
8. Kelly Slater EUA 16.50 x 8.00 Michel Bourez TAH

Todos os campeões em Bells Beach:

2010: Kelly Slater (EUA)

2009: Joel Parkinson (AUS)
2008: Kelly Slater (EUA)
2007: Taj Burrow (AUS)
2006: Kelly Slater (EUA)
2005: Trent Munro (AUS)
2004: Joel Parkinson (AUS)
2003: Andy Irons (HAV)
2002: Andy Irons (HAV)
2001: Mick Fanning (AUS)
2000: Sunny Garcia (HAV)
1999: Shane Dorian (HAV)
1998: Mark Occhilupo (AUS)
1997: Matt Hoy (EUA)
1996: Sunny Garcia (HAV)
1995: Sunny Garcia (HAV)
1994: Kelly Slater (EUA)
1993: Damien Hardman (AUS)
1992: Richie Collins (EUA)
1991: Barton Lynch (AUS)
1990: Tom Curren (EUA)
1989: Martin Potter (GBR)
1988: Damien Hardman (AUS)
1987: Nicky Wood (AUS)
1986: Tom Carroll (AUS)
1985: Tom Curren (EUA)
1984: Cheyne Horan (AUS)
1983: Joe Engel (AUS)
1982: Mark Richards (AUS)
1981: Simon Anderson (AUS)
1980: Mark Richards (AUS)
1979: Mark Richards (AUS)
1978: Mark Richards (AUS)
1977: Simon Anderson (AUS)
1976: Jeff Hackman (HAV)
1975: Michael Peterson (AUS)
1974: Michael Peterson (AUS)
1973: Michael Peterson (AUS)