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Author Archives: Kadu Rachid

Agronegócio

Preços Agrícolas caem 0,07% na 2ª quadrissemana de abril

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista – IqPR, que mede os preços pagos ao produtor rural, registrou pequena baixa de 0,07% na segunda quadrissemana de abril

As informações são do Instituto de Economia Agrícola – IEA/Apta da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A queda foi puxada pelo índice de preços dos produtos de origem vegetal, cuja variação negativa foi de 0,85%, já que o índice dos produtos de origem animal apresentou alta de 1,89%.

Este resultado é reforçado pela inexistência de base de comparação na segunda quadrissemana de março para o feijão (momento de intervalo entre as safras do feijão das águas e feijão da seca), que continua apresentar ascensão nos preços, cotados até R$ 150,00 (sacos de 60 kg) em alguns lugares no estado de São Paulo, dizem os pesquisadores José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves, Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti. “Nesta segunda quadrissemana de abril, com preço médio de R$ 99,61, a presença do feijão puxaria o atual índice para cima.”

Sem a presença da cana-de-açúcar no cálculo, o índice geral e o índice de preços dos produtos vegetais caem, respectivamente, 1,12% e 4%. As quedas mais expressivas foram verificadas nos preços da laranja para mesa (16,60%); da laranja para indústria (13,60 %); do tomate para mesa (9,97%); do arroz (7,97%) e da carne de frango (6,06%). No caso da laranja de mesa, a pressão baixista manifestou-se em função do final do verão, quando se reduz o consumo de sucos caseiros. Quanto à indústria, a entrada da safra, os preços internacionais e a valorização cambial indicam preços em queda, apontam os analistas.

Já a queda brusca no preço do tomate em meados de março reflete o desaquecimento da demanda no varejo devido ao alto preço do produto, observam os pesquisadores do IEA. “Com isso, a rede varejista diminuiu a compra do tomate junto aos produtores, o que gerou uma queda acentuada naquele momento. Porém, a partir de abril, os preços retomaram o ritmo de crescimento.”

O início da safra de arroz no Rio Grande do Sul, em outros estados sulistas e no Centro-Oeste, dizem os técnicos, derrubou as cotações do produto, o que tem freado as negociações entre produtores e o atacado. “Embora a expectativa seja de quebra de safra, devido às chuvas no Rio Grande do Sul, as cotações do arroz continuam caindo, em função da retração nas compras dos varejistas que praticaram preços elevados nos meses anteriores.”

No caso da carne de frango, a ampla oferta e a queda da remuneração das exportações pela valorização cambial, aliadas à oferta de carne bovina barata, impulsionaram os preços para baixo. Por outro lado, os menores preços da carne de frango refletem a redução dos custos de produção derivada da queda de preços de milho e soja.

As altas mais acentuadas ocorreram nos preços da banana nanica (42,69%); do algodão (9,78%); da carne bovina (5,52%); do leite B (4,10%) e da carne suína  (1,78%).

Os preços da banana nanica encontram-se dentro da variação estacional padrão (que indica pico de preços no mês de abril), mostra a análise do IEA. “O aumento acentuado reflete a diferença entre os baixos preços alcançados durante o verão e o estímulo nos preços provocados pela expansão do consumo, peculiar no período de outono (acrescido por se estar na entressafra da banana prata). Além disso, com a inundação de bananais nas chuvas de verão, os produtores anteciparam a colheita dos cachos mais desenvolvidos, com o que reduziram o potencial de oferta dos meses seguintes.”

A íntegra da análise está disponível no site www.iea.sp.gov.br.

Política

Projeto Teles Pires Mata Viva será debatido em Colíder

O evento acontecerá ás 13 horas, no CTG “Porteira Aberta”, e contará com as participações de autoridades políticas, representantes sindicais, ONG’s, empresários e população

A Assembleia Legislativa promove no próximo dia 30 (sexta-feira), uma audiência pública no município de Colíder, para debater o “Projeto Teles Pires Mata Viva”. Na oportunidade, será oficializado o reconhecimento do projeto como de interesse público e modelo de sustentabilidade socioambiental e econômico para 13 municípios – Sinop, Cláudia, Colíder, Nova Canaã do Norte, Terra Nova do Norte, Nova Guarita, Nova Santa Helena, Itaúba, Marcelândia, Peixoto de Azevedo, Matupá, Guarantã do Norte e Novo Mundo.
O Projeto Teles Pires Mata Viva defende a preservação e conservação do meio ambiente, promovendo o desenvolvimento sustentável, com atuação abrangente. O debate é uma iniciativa dos deputados José Riva (PP) e Mauro Savi (PR). “Esse projeto engloba a visão de sustentabilidade para a grande, média e pequena propriedade rural”, avaliou Savi. Entre os pequenos proprietários de terras, estão incluídos também os assentados da Política Nacional de Reforma Agrária, assistidos pelo Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), direcionados à gestão ambiental, desenvolvimento econômico e responsabilidade social.

O Projeto Teles Pires Mata Viva, a exemplo dos projetos Xingu Mata Viva e São Lourenço Mata Viva, se baseia na metodologia “Brasil Mata Viva”, desenvolvida pelo IDESA que teve seu modelo socioambiental e econômico reconhecido como de utilidade pública pelo Estado de Mato Grosso, por meio das Leis nº. 8.981, de 26 de setembro de 2008.

“Assim sendo, da mesma maneira que o Xingu e o São Lourenço foram reconhecidos, entendemos que o Teles Pires Mata Viva deva receber o mesmo tratamento”, explicou Riva.

Por meses, uma equipe técnica desenvolveu um trabalho de base estabelecendo mecanismos e metodologias que reconheceram a importância do Rio Teles Pires, que ao unir-se ao Juruena, forma o Tapajós – um dos maiores e mais importantes afluentes do Rio Amazonas.

Conforme a coordenadora de núcleos do Projeto Teles Pires Mata Viva, Berenice Liberali Weissheimer, a mobilização e a aceitação local em torno do projeto, nos 13 municípios, ganhou repercussão e ressonância extra-regional, fato que despertou a atenção da Assembleia Legislativa para a realização da audiência pública.
“O objetivo da audiência é a discussão do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Modelo Brasil Mata Viva, que busca a compensação financeira para a preservação do meio ambiente, através de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e a sistematização dos setores produtivos que existem na região, valorizando as iniciativas locais, em conjunto com os agricultores patronais, familiares e os empresários”, lembrou Berenice.

A coordenadora afirmou ainda que a definição dos municípios para o núcleo teve como base os de maior relevância para a Unidade de Planejamento e Gerenciamento (UPG) das divisas hidrográficas definidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Nesse caso, destaca-se a UPG do Médio Teles Pires (UPG A5), que faz parte da região hidrográfica nacional Amazônica.

A iniciativa visa também implementar o reflorestamento e o turismo, aproveitando os recursos naturais, principalmente água mineral, além de estimular as demais cadeias produtivas locais. “É a busca de uma alternativa econômica, social e ecologicamente correta, que através deste projeto, será implantada na região”, disse Riva.

O evento acontecerá ás 13 horas, no CTG “Porteira Aberta”, e contará com as participações de deputados estaduais e federais, senadores, representantes sindicais, ONG’s, vereadores, prefeitos, empresários e população.

Esportes

Conferência Estadual de Esporte reúne mais de 300 participantes na UFMT

Cássia Damiani coordenadora executiva da III Conferência Nacional do Esporte

A elaboração de políticas que contribuam para o esporte no país pelos próximos dez anos foi um dos temas abordados durante a 3ª Conferência Estadual de Esportes, que é realizado nesta quinta e sexta-feira (22 e 23.04), na Universidade Federal de Mato Grosso. Organizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer (Seel), em parceria com a UFMT, o evento reúne mais de 300 participantes de Cuiabá e do interior, entre eles representantes do Governo do Estado, trabalhadores na área de esportes, além da sociedade civil organizada que debate durante estes dois dias os rumos da realidade do setor no país até 2020.

Os debates são realizados por meio de grupos divididos em dez eixos temáticos: “Sistema Nacional de Esporte e Lazer”; “Formação e Valorização do Profissional”; “Esporte, Lazer e Educação”; “Esporte, Saúde e Qualidade de Vida”; “Ciência, Tecnologia e Inovação”; ‘Esporte de Alto Rendimento”; “Futebol”; “Financiamento do Esporte”; “Infraestrutura Esportiva”; “Esporte e Economia”. Após os trabalhos em grupos, os participantes se reunirão em uma plenária, que acontece amanhã no Anfiteatro da UFMT, para a aprovação do documento final que será encaminhado para a Conferência Nacional de Esporte, de 3 a 6 de junho, em Brasília. No final do evento também serão eleitos 25 representantes do Mato Grosso para a etapa nacional.

Segundo o gerente de lazer da Seel, Hélio Machado, o evento vai propiciar uma mudança na forma como se enxerga os esportes no país atualmente. “Esta conferência é decisiva para a alteração do Plano Nacional de Esportes que conhecemos atualmente. Em Mato Grosso, conseguimos mobilizar os 141 municípios para a realização deste evento, que é de suma importância para todos os envolvidos nessa área. Queremos que as propostas elencadas durante a conferência gerem resultados positivos para o país”, ressaltou.

Para a coordenadora nacional da Conferência e representante do Ministério do Esporte, Cássia Damiani, a participação de Mato Grosso tem sido destaque em todo o país. “Viemos com essa proposta de interiorização dos debates referentes ao esportes em um momento no qual o Estado já praticava isso. Essa ideia significa trazer as discussões não apenas para a capital, mas também para os municípios do interior, comunidades indígenas, entre outras. Mato Grosso tem participado efetivamente, com todos os municípios incluídos no processo”. Damiani ressaltou a importância do evento. “A Conferência vai colocar o esporte na rota do desenvolvimento do país, além de posicionar o Brasil entre os países que são referência para o esporte”, concluiu.

A elaboração de políticas que contribuam para o esporte no país pelos próximos dez anos foi um dos temas abordados durante a 3ª Conferência Estadual de Esportes, que é realizado nesta quinta e sexta-feira (22 e 23.04), na Universidade Federal de Mato Grosso. Organizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer (Seel), em parceria com a UFMT, o evento reúne mais de 300 participantes de Cuiabá e do interior, entre eles representantes do Governo do Estado, trabalhadores na área de esportes, além da sociedade civil organizada que debate durante estes dois dias os rumos da realidade do setor no país até 2020. Os debates são realizados por meio de grupos divididos em dez eixos temáticos: “Sistema Nacional de Esporte e Lazer”; “Formação e Valorização do Profissional”; “Esporte, Lazer e Educação”; “Esporte, Saúde e Qualidade de Vida”; “Ciência, Tecnologia e Inovação”; ‘Esporte de Alto Rendimento”; “Futebol”; “Financiamento do Esporte”; “Infraestrutura Esportiva”; “Esporte e Economia”. Após os trabalhos em grupos, os participantes se reunirão em uma plenária, que acontece amanhã no Anfiteatro da UFMT, para a aprovação do documento final que será encaminhado para a Conferência Nacional de Esporte, de 3 a 6 de junho, em Brasília. No final do evento também serão eleitos 25 representantes do Mato Grosso para a etapa nacional. Segundo o gerente de lazer da Seel, Hélio Machado, o evento vai propiciar uma mudança na forma como se enxerga os esportes no país atualmente. “Esta conferência é decisiva para a alteração do Plano Nacional de Esportes que conhecemos atualmente. Em Mato Grosso, conseguimos mobilizar os 141 municípios para a realização deste evento, que é de suma importância para todos os envolvidos nessa área. Queremos que as propostas elencadas durante a conferência gerem resultados positivos para o país”, ressaltou. Para a coordenadora nacional da Conferência e representante do Ministério do Esporte, Cássia Damiani, a participação de Mato Grosso tem sido destaque em todo o país. “Viemos com essa proposta de interiorização dos debates referentes ao esportes em um momento no qual o Estado já praticava isso. Essa ideia significa trazer as discussões não apenas para a capital, mas também para os municípios do interior, comunidades indígenas, entre outras. Mato Grosso tem participado efetivamente, com todos os municípios incluídos no processo”. Damiani ressaltou a importância do evento. “A Conferência vai colocar o esporte na rota do desenvolvimento do país, além de posicionar o Brasil entre os países que são referência para o esporte”, concluiu.