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Author Archives: Kadu Rachid

Variedades

Prós e contras da ração humana

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A ração humana é composta por linhaça, trigo, aveia, soja, entre outros ingredientes ricos em fibra

O composto alimentar conhecido como ração humana vem ganhando espaço entre pessoas que querem emagrecer ou que esperam regular o sistema digestivo. Segundo fabricantes, a mistura, que conta com ingredientes ricos em fibra como linhaça, trigo, aveia, soja, entre outros, permite perder até 8 quilos em um mês, além de ajudar a controlar o colesterol, aumentar a resistência orgânica e regular o intestino. Mas especialistas, embora destaquem os benefícios que a mistura pode trazer à saúde, alertam que é preciso cautela.

De acordo com a nutricionista clínica e fiscal do Conselho Regional de Nutrição do Rio de Janeiro, Edna Garambone, o composto, facilmente encontrado em lojas de produtos naturais, especialmente nas grandes cidades, até gera a perda de peso, porque as fibras aumentam a saciedade e leva o organismo a reduzir a absorção de gordura. Ela enfatiza, no entanto, que pessoas com alergia a algum de seus componentes podem ter efeitos colaterais nocivos à saúde.

“Quem tem alergia à linhaça ou síndrome do intestino irritado pode sofrer com os efeitos colaterais, como a dor de cabeça e o aumento das idas ao banheiro. Além disso, como o produto muitas vezes é consumido por conta própria, as pessoas ficam sem saber que é preciso beber muita água para evitar o fecalomas, ou endurecimento das fezes”, disse a nutricionista, que acredita que a mistura pode ser utilizada, com recomendação clínica, como complemento, adicionada a saladas, iogurtes e frutas, mas nunca em substituição às refeições.

Essa é a prática, no entanto, da maioria das pessoas que consomem o produto, como a podóloga carioca Vera Lúcia Ribeiro, que há cerca de três meses trocou o pão com manteiga e o café com leite por um shake à base da mistura logo que acorda. “Sinto que a minha pele está mais bonita, o meu intestino funciona melhor e até a minha taxa de colesterol reduziu um pouco”, afirmou.

Para a naturalista Renata Moura, integrante do grupo Terrapia da Fundação Oswaldo Cruz, que promove a alimentação com base em sementes não germinadas e hortaliças orgânicas, o segredo da ração humana está na força dos grãos.

“É um remédio natural, que leva a energia da terra ao organismo. Quem toma melhora até o humor, ganha mais vitalidade e disposição”, garante.

Com tantas promessas, a procura pelo produto tem sido cada vez maior. A rede carioca Longevid, que comercializa produtos naturais, decidiu apostar no produto e começou a produzir a ração humana em novembro do ano passado. A demanda pela mistura, que é dispensado de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi tão grande que o estoque esgotou logo no primeiro mês.

A professora do departamento de Nutrição e Dietética da Universidade Federal Fluminense (UFF), Vilma Blondet, lembra que sempre que o mercado lança novidades, há uma corrida dos consumidores. Ela argumenta, no entanto, que não há milagres para quem deseja emagrecer ou ter uma vida mais saudável.

“O preparo pode auxiliar a perda de peso e o equilíbrio das funções orgânicas, mas não se trata de um pó milagroso. Ele também é rico em óleos vegetais, que são altamente calóricos, por isso seu uso deve ser limitado. Para emagrecer é preciso inseri-lo, com cautela, em um programa alimentar balanceado aliado à prática de exercícios físicos”, alertou.

(Fonte: Agência Brasil)

Esportes

“É possível fazer melhor”, diz brasileiro em Vanvouver

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Pela terceira vez, os Jogos Olímpicos de Inverno acontecem no Canadá

Em sua primeira participação nos Jogos Olímpicos de Inverno, Jhonatan Longhi terminou na 56º colocação a prova de slalom gigante em Vancouver. No total das duas baterias disputadas nesta terça-feira, o brasileiro registrou 2min54s03 (1min24s76 e 1min29s27), desempenho que deixou o próprio decepcionado.

“Não esquiei bem como vinha fazendo nos treinamentos. Gosto de esquiar no gelo e hoje a neve está muito mole. A pista está diferente de como estava nos últimos dias. Esperava fazer um tempo melhor do que fiz”, afirmou o esquiador, que se recupera de uma contusão no ombro esquerdo.

“Na segunda decida, bati com força com o braço esquerdo na porta e senti novamente a contusão. Doeu muito na hora, mas eu não pensei em abandonar a prova. Estou fazendo duas horas diárias de fisioterapia. Estava me sentindo melhor, mas na segunda descida senti uma dor muito forte”, acrescentou.

Longhi assegura que a parte emocional não atrapalhou seu desempenho em Vancouver. “Não me senti nervoso e achei o percurso muito bom. Mas não fiquei feliz com meu tempo. Cometi alguns erros na parte mais reta da pista que não estavam previstos. Esperava que a pista estivesse mais gelada como nos últimos dias”, lamentou.

Jhony, como é chamado pelo restante dos companheiros, volta a Creekside para a prova de slalom especial no próximo sábado. Em sua despedida dos Jogos de Inverno de Vancouver, ele tem a chance de provar suas palavras. “É possível fazer melhor”, afirmou.

A medalha de ouro na prova de slalom gigante disputada nesta terça-feira ficou com o suíço Carlo Janka (2min37s83). O norueguês Kjetil Jansrud conquistou a prata (2min38s22) e viu o compatriota Aksel Lund Svindal (2min38s44) completar o pódio no Canadá.

História dos jogos

Idealizados pelo Barão Pierre de Coubertin em 1896, em Atenas, os Jogos Olímpicos alcançaram rapidamente enorme sucesso. A cada edição novos esportes eram incluídos no programa oficial. Em 1908, em Londres, foi disputado, por exemplo, a patinação artística no gelo. Em 1920, em Antuérpia, também fez parte o hóquei no gelo.

A inclusão de modalidades típica de países em que há baixas temperaturas, trazia alguns problemas, pois os Jogos sempre se desenvolviam no verão.

Além disso, era cada vez maior a participação de nações em que estes esportes eram quase desconhecidos.

Em 1924, ano em que se realizaria os Jogos de Paris, o COI (Comitê Olímpico Internacional) decidiu promover de 24 de janeiro a 5 de fevereiro em Chamonix, na França, um evento apenas com modalidades praticadas no gelo. Inicialmente a competição ganhou status de “A Semana Internacional de Esportes de Inverno”. Dois anos depois, no entanto, o COI reconheceu oficialmente o evento como os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno.

Fizeram parte do programa dos Jogos de Chamonix cinco modalidades: esqui nórdico, patinação artística, patinação de velocidade, hóquei no gelo e trenó. Um total de 14 provas foram realizadas. A competição teve a participação de 258 atletas (245 homens e 13 mulheres), representando 16 nações.

Este ano a competição é realizada na cidade canadense de Vancouver. Os jogos tiveram início dia de 12 e terminam dia 28 de fevereiro. A competição conta com a presença de 5.500 atletas em 15 modalidades. É a terceira vez que o certame é realizado em solo canadiano.

(Fonte: Record)

Economia

Brasil paga a tarifa de celular mais cara do mundo

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O consumidor brasileiro continua a pagar a fatura mais cara do mundo pelo uso do telefone celular, de acordo com o índice de Paridade de Poder de Compra (PPP), apesar de estar gastando menos de sua renda com esse serviço. É o que mostra a União Internacional de Telecomunicações (UIT) numa comparação entre 159 países.

De 2008 para 2009, o preço da tarifa do celular no Brasil caiu 25%, da banda larga 52% e da telefonia fixa 63%, levando em conta a renda per capita, que aumentou. Mas o relatório da UIT mostra que esses custos continuam elevados e representam “sério obstáculo” ao acesso e desenvolvimento das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) no país. A utilização de TIC aumenta no mundo, enquanto os preços caem. A demanda é mais forte nos países em desenvolvimento, onde as operadoras devem continuar investindo.

Segundo a entidade, o custo de uso de banda larga caiu 42% no mundo, comparado a 25% para celular e 20% para telefonia fixa. A UIT calcula que 57% das pessoas nos países em desenvolvimento tenham agora acesso a celular, comparado a 23% há cinco anos. Os usuários de celular chegarão a 5 bilhões no fim do ano, segundo a entidade. Nos países desenvolvidos, a penetração é de mais de 100%.

Sem surpresa, a população dos países ricos gasta menos de sua renda, em percentual, para ter acesso a tecnologia, do que os consumidores dos países em desenvolvimento. O índice coloca a Suécia como o país mais desenvolvido em termos de acesso, uso e conhecimento de TIC, seguido por Luxemburgo, Coreia do Sul, Dinamarca e Holanda. Os Estados Unidos ficam na 19ª posição, atrás da França. O Brasil continua em 60º lugar no Índice de Desenvolvimento de TIC. A classificação é a mesma do ano passado.

O brasileiro continua a pagar mais na comparação internacional, apesar de desde o ano passado destinar menos de sua renda para os serviços de telecomunicações. Um preço-chave, para a UIT, é o uso de internet veloz, que continua a ser um luxo reservado a poucos.

No Brasil, o preço do pacote de banda larga leva em conta o custo da assinatura e ficaria em média em US$ 34 em paridade de poder de compra (PPC), comparado a US$ 7 em Israel e US$ 20 nos EUA. A PPC corresponde a taxa de câmbio entre duas moedas, calculada conforme a quantidade de cada moeda que é necessária para comprar um determinado produto e serviço idêntico no país.

No caso do telefone celular, o Brasil fica em 121º lugar entre os 159 países no custo dos serviços. Mas levando em conta a paridade de poder de compra, fica em último. O custo por um pacote de 25 chamadas e 30 torpedos é estimado em US$ 42 por mês, comparado a US$ 1 em Hong Kong, US$ 9,8 na Suíça e US$ 14,6 no México.A taxa de penetração de celular no Brasil está próxima da taxa de oito anos atrás na Suécia, por exemplo.

Para a UIT, isso está claramente ligado aos custos dos serviços no país, apesar da redução na tarifa em 2009. O estudo revela diferenças enormes nos preços entre países. No caso da telefonia fixa, o pacote básico no Brasil custa US$ 13,4 pela assinatura, enquanto no Irã seria de apenas US$ 0,20. A média é de US$ 9 nos países em desenvolvimento.

(Fonte: Mídia News)