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Agronegócio

Colheita de soja em Mato Grosso ocorre de forma mais lenta do que na safra anterior

Agricultores de Mato Grosso já iniciaram a colheita das lavouras de soja. Nas plantações mais precoces, a movimentação das máquinas é grande. Nas outras, nem sinal das colheitadeiras. Cenários opostos que retratam a dimensão da sojicultura no Estado.

Na propriedade de Arilton Riedi, em Sorriso, foram plantados 1400 hectares de soja com sementes super precoces. Quase metade da área não resistiu à falta de chuvas durante a fase inicial da lavoura. Mas o restante teve desenvolvimento melhor do que o esperado. O agricultor diz que é cedo para comemorar, mas não esconde a satisfação com o bom desempenho neste começo de colheita. ? Estou colhendo em média 55 sacas por hectare, um volume bastante compensador ? afirma o produtor rural. Assim como outros agricultores que investiram nas plantações super precoces, Arilton Riedi irá substituir a soja pelo algodão safrinha. O cronograma incrementa a rentabilidade da fazenda. Em sorriso foram cultivados 600 mil hectares de soja. Mas ainda são raras as lavouras que estão prontas para a colheita. Tanto que, até agora, apenas meio por cento das plantações foram colhidas na região. A
expectativa é de que os trabalhos se intensifiquem nas próximas semanas. O produtor Fernando Pozzobon tem fazendas em Ipiranga do Norte e Sorriso. Na primeira, a colheita já começou e a produtividade média é animadora: 50 sacas por hectare. Na propridade que fica em Sorriso as colheitadeiras devem iniciar as atividades ainda esta semana. Por enquanto, os resultados compensam o investimento. ? Nem sempre é assim com as cultivares super precoces, mas este ano está compensando o investimento ? comenta. De acordo com o Imea, nas regiões oeste (0,7%), médio norte (0,5%) e sudeste (0,1%) de Mato Grosso a colheita está mais avançada. Nas demais regiões o trabalho deve começar no fim de janeiro. Com isso, o avanço da colheita no Estado é lento. Apenas 0,3% das lavouras plantadas foram colhidas.

No ano passado, nesta mesma época, as máquinas já avançavam sobre 1,5% das plantações. Um dos motivos desta diferença foi o atraso do plantio, provocado pela estiagem prolongada no segundo semestre de 2010. Em Mato Grosso foram plantados 6,2 milhões de hectares de soja. A previsão é de que a produção supere 18,6 milhões de toneladas.

Agronegócio

Exportação do agronegócio é recorde

Com a alta dos preços das commodities, as exportações do agronegócio atingiram o recorde de US$ 76,4 bilhões em 2010 e devem ser maiores em 2011, alcançando US$ 85 bilhões.

A elevação de 18% do valor das vendas no ano passado (que inclui aumento de preços e quantidade), entretanto, foi insuficiente para manter a participação do setor na balança comercial brasileira. A fatia da agricultura e da pecuária na comercialização caiu de 42,5% para 37,9% e a explicação para a queda dada pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, foi a de que itens como petróleo e mineração conseguiram uma recuperação maior dos impactos da crise financeira internacional.
Nos últimos 10 anos, apenas em 2009, quando os reflexos da turbulência externa tiveram seu auge, as exportações de agronegócio apresentaram um decréscimo em relação ao ano anterior. Mesmo assim, o saldo da balança do agronegócio no ano passado foi de us$ 63 bilhões, um aumento de us$ 8,1 bilhões em relação a 2009, também uma marca histórica – conforme observa a repórter Célia Froufe. E o resultado só não foi maior porque, para evitar problemas de abastecimento interno, o governo liberou as compras de produtos essenciais, como trigo e algodão. Com isso, as importações do setor cresceram 35,2%, passando de US$ 9,9 bilhões para US$ 13,4 bilhões. O ministrominimizou a influência da baixa do dólar sobre a comercialização brasileira. ??Muitos falam que o câmbio amarra, mas a competência do agronegócio brasileiro é tão grande que somos capazes de sair da fazenda com custo razoável para enfrentar dificuldades.

Apenas levando-se em conta a quantidade de produtos agrícolas e pecuários vendidos pelo
Brasil ao exterior, o crescimento verificado no ano passado foi de somente 3% em relação a 2009. Pode parecer pouco, mas é muito significativo para quem saiu de uma crise. Economias de alguns países não cresceram tanto assim no ano passado.

Agronegócio

Pesquisa quer produzir melancia de alto valor comercial e resistente a doenças e pragas

Estes frutos de excepcionalqualidade comercial e nutricional, no entanto, enfrentam muitos problemas no campo, em especial os fitossanitários, que exigem aplicações de agroquímicos para controle de pragas e doenças, e aumenta os custos de produção de uma importante cultura para a agricultura familiar.

Especialistas de Unidades da Embrapa e de universidades federais e estaduais, apoiados por bolsistas de graduação e pós-graduação da FACEPE, CNPq e CAPES, constituíram uma rede de pesquisa para buscar na própria variabilidade genética dessa espécie de olerácea soluções que não recorram a insumos químicos. Realizam trabalhos de melhoramento vegetal como os que resultaram na geração da cultivar BRS Opara: a única no Brasil que apresenta resistência à doença fúngica conhecida com oídio.

Negócio

A estratégia dos pesquisadores é suprir o mercado com variedades e híbridos de melancia adaptadas às diferentes condições ambientais do Brasil, e com características que atendam às variadas demandas dos consumidores, no país e no exterior. Agricultores e consumidores têm exigido cultivares com elevado rendimento e resistência às doenças e pragas (oídio, viroses, cancro das hastes, alternaria), com peso médio de frutos que atendam aos mercados interno (8,0 kg a 10,0 kg) e externo (entre 2,0 kg e 4,0 kg).

De acordo com a engenheira agrônoma, Rita de Cássia Souza Dias, da Embrapa Semiárido, a Rede de Pesquisa em Melhoramento de Melancia tem em vista identificar plantas que apresentam resistência aos organismos que causam as principais pragas e doenças que afetam a cultura. “Isso vai contribuir para viabilizar sistemas agrícola sustentáveis, com tecnologias de baixo impacto ambiental e econômico, que terá consequências na abertura de novos mercados, que atualmente movimenta um negócio em torno de R$ 380 milhões/ano.

Variabilidade

A espécie melancia abriga uma grande diversidade de genes que se expressa em uma infinidade de características, mas que nem sempre possuem valor comercial aparente. Parte dessa diversidade está conservada em câmara fria desde 1985 no chamado Banco Ativo de Germoplasma de Melancia da Embrapa Semiárido.

Ao todo, são 900 exemplares de sementes de melancias coletadas em várias partes do Brasil e algumas que foram introduzidas de outros países. Há, ainda, aproximadamente 2.000 linhas resultantes de cruzamentos entre plantas produzidas a partir dessas sementes.

O engenheiro agrônomo Manoel Abilio de Queirós, aposentado da Embrapa Semiárido e atualmente é professor da Universidade do Estado da Bahia em Juazeiro, realizou estudos em conjunto com uma equipe de jovens pesquisadores que revelaram a existência de melancia de tudo quanto é tipo, formato e tamanho: pequena, grande, redonda, comprida, doce, sem gosto, de polpa vermelha ou amarela, ou branca, com muita ou com pouca semente. E há ainda aquelas que se desenvolvem naturalmente, que crescem nos períodos de chuva e sobrevivem no campo sem maiores consequências ao ataque de pragas e doenças.

Os trabalhos de pesquisa iniciais produziram muitas informações acerca de aspectos como peso e número frutos por planta, tamanho e formato dos frutos, teor de açúcar e cor da polpa, e massa do fruto. Assim, com a rede, o material conservado no BAG passa a ser utilizado com mais intensidade e o programa de melhoramento de melancia – iniciado nos anos 80 pelo atual professor Manoel Abilio de Queiróz adquire nova dimensão.

Superior

Em um estudo para tese de doutorado com marcadores moleculares, resultado da parceria entre a Universidade Federal de Pernambuco, Universidade do Estado da Bahia e Embrapa Semiárido, Maria Luciene da Silva encontrou num conjunto de 291 sementes de melancia desse banco de sementes (BAG) variações genéticas entre 5% e 85%. Em outro estudo conduzido no Laboratório de Pós-Colheita da Embrapa Semiárido com algumas variedades, a pesquisadora Maria Auxiliadora Coelho Lima registrou em algumas delas altos teores substâncias anti-oxidantes como beta-caroteno e licopeno.

Para Rita de Cássia e Manoel Abílio, gestores da Rede de Pesquisa em Pré-Melhoramento e Melhoramento de Melancia, há uma infinidade de características dentre as melancias que serão recombinadas nos trabalhos de pesquisa ao longo de alguns anos, mas que darão como resultado diferentes cultivares resistentes a doenças, com diferentes padrões de frutos e de valor nutricional superior às cultivares atualmente disponíveis no mercado.