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Agronegócio Novidade

Acrimat avisa que esta é a última AGC do Frialto que participa

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A quarta Assembleia Geral de Credores – AGC – que será realizada amanhã, quinta-feira (16), no município de Sinop (MT), promete ser calorosa. A Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat – acredita que pecuaristas e trabalhadores serão meros figurantes mais uma vez e que esta será a última assembleia que vai participar. “Esta vai ser a última participação da Acrimat e vamos convocar todos os pecuaristas a não comparecerem também. Já que são os bancos que decidem, eles, os bancos, que criem o boi e toquem o frigorífico”, anunciou o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, que já está em Sinop.

 “Eu não vou a Sinop. Como credor e presidente da Acrimat, sei que o papel do produtor e dos funcionários será de expectadores e esse papel eu não faço mais”, desabafou Mario Candia. Para ele “acabou o respeito que o setor produtivo tinha com o grupo frigorifico dos Bellincanta e agora vamos aguardar o resultado que os bancos decidirem nessa quarta assembleia”. Candia lembra que foram realizadas diversas reuniões para definirem uma proposta, mas que nada do que foi acordado foi cumprido pelo Frialto, “pois não são eles que decidem e vai ser assim pelos próximos 20 anos, e se a empresa conseguir se manter no mercado, será comandada pelas instituições financeiras”. Ele avisa que “bancos não têm boi e uma hora a corda vai arrebentar”.

 A última proposta do Frialto apresentada na AGC no dia 02 de dezembro foi a de pagamento em uma única parcela para o pecuarista com crédito até R$ 15 mil logo após a aprovação do Plano. De 15 mil a R$ 30 mil, o pagamento seria feito em dez parcelas. Acima disso a dívida seria indexada ao preço da arroba e paga em 20 parcelas, sendo quatro parcelas por ano o que levaria cinco anos para o pecuarista receber o que tem direito.

 “Não vamos aceitar essa proposta e daremos inicio a uma campanha para que o pecuarista, que se sentir prejudicado, pare de entregar boi para o Frialto e eu não conheço frigorífico que se mantenha sem boi gordo”, salientou Vacari. A proposta de pagamento à vista de R$ 100 mil e o saldo devedor dividido em 24 parcelas de no mínimo R$ 5 mil cada uma “e isso é possível”.

A Dívida com os pecuaristas

 São 1.203 pecuaristas credores de 12 Estados de chega a R$ 95.041.779,12. A maior parte dessa dívida é com os pecuaristas de Mato Grosso, que corresponde a 50,37% do débito com R$ 47.874.301,27 a receber por parte de 49,37% dos credores, totalizando 594 pecuaristas, divididos em 37 municípios.

 A divida com os demais Estados é a seguinte: Rondônia (RO) R$ 18.083.374,27 e 296 credores; Mato Grosso do Sul (MS) R$ 14.612.175,51 e 202 credores; Pará (PA) R$ 5.305.803,00 e 66 credores; Paraná (PR) R$ 3.443.563,42 e 21 credores; São Paulo (SP) R$ 3.875.460,03 e 18 credores; Minas Gerais (MG) R$ 135.186,17 e 2 credores; Santa Catarina (SC)  R$ 678.463,01, e 1 credor; Goiás (GO)  R$ 611,707,06 e  1 credor; Amazonas (AM) R$ 337, 069,81 e  1 credor; Maranhão (MA) R$ 46.732,17 e  1 credor; e Rio Grande do Sul (RS) R$ 37.943,40 e 1 credor.

 O pedido de Recuperação Judicial

 A empresa protocolou o pedido de recuperação judicial na Comarca de Sinop (MT), no dia 24 de maio. O grupo possui 8 unidades de abates em 5 Estados ( MT, MS, RO, SP, GO). Em Mato Grosso são 3 plantas, localizadas em Nova Canaã do Norte,  Matupá e Sinop , e uma planta em construção em Tabaporã. A dívida total do Frialto é de R$ 564 milhões.

Agronegócio

Cultivar resistente é principal controle contra doenças

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As várias doenças que afetam o feijoeiro em diferentes áreas do país podem causar prejuízos de até 90%, dependendo da região e do patógeno. O manejo integrado é a melhor ferramenta a ser usada pelos produtores e o uso de cultivares resistentes é o fator mais importante. Através da resistência genética, os produtores podem até deixar de usar fungicidas, dependendo do caso, e notam uma queda brusca na incidência da doença na lavoura. Várias instituições de pesquisa por todo o Brasil lançam diferentes cultivares resistentes a diversas doenças, o produtor deve procurar a instituição de pesquisa mais próxima da sua região para saber qual é a melhor a ser utilizada na sua propriedade.

Existem dois grandes grupos de doenças que danificam o feijoeiro: as radiculares e as da parte aérea. As principais doenças da parte aérea são a antracnose, mancha angular, em algumas safras pode ocorrer oídio, mancha de alternária. No sistema radicular as mais importantes são a murcha de fusarium, podridão radicular, o mofo branco e a podridão cinzenta do caule, que ocorre em algumas regiões. Existem cultivares resistentes a praticamente todas elas.

Os danos variam de ano a ano e de região pra região. Cada patógeno tem uma condição climática diferente favorável para o seu desenvolvimento. Para a antracnose, as condições ideais são a baixa temperatura e alta umidade relativa. Para a mancha angular é a temperatura amena e intercalando alta umidade e umidade mais baixa. Para o mofo branco seria alta umidade relativa do solo e baixa temperatura. Se não houver um controle adequado, as doenças podem causar sérios prejuízos ao produtor. Varia de 10% a 90% de danos, dependendo do patógeno e da região. Varias instituições de pesquisa em todo o Brasil trabalham neste sentido de lançar cultivares resistentes. Mas é impossível desenvolver cultivares que incorporem resistência a todos os patógenos, por isso é importante outras formas de manejo — explica a pesquisadora Margarida Fumiko Ito, diretora do centro de pesquisa de desenvolvimento de fitossanidade do Instituto Agronômico de Campinas.

Como as cultivares não são resistentes a todas as doenças ao mesmo tempo e uma propriedade pode sofrer com várias, o produtor deve seguir outras recomendações para controle preventivo. As medidas mais importantes são a rotação de culturas, boa irrigação e a adubação verde que é muito boa para melhorar a microfauna e microflora do solo. A análise de solo também é essencial para oferecer a nutrição correta à planta e corrigir o ph do solo.

Agronegócio Novidade

Novo Código Florestal é defendido na Câmara dos Deputados

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Com a finalidade de discutir questões referentes às propostas que tramitam atualmente no Congresso Nacional sobre o Código Florestal, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados realizou audiência pública , a partir de requerimento do deputado Paulo Piau (MG), integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).

Único palestrante convidado que esteve presente na reunião, o professor do Centro Universitário do Oeste Paulista, Luis Carlos Moraes, ressaltou a importância das mudanças ao Código Florestal aprovadas em comissão especial da Câmara em julho deste ano, a partir do parecer do deputado Aldo Rebelo (SP).

APPs – Segundo Moraes, 71% do território brasileiro já está comprometido com áreas de proteção permanentes (APP’s) e, desta forma, a manutenção do atual Código Florestal não é economicamente sustentável em médio e longo prazos para o desenvolvimento do país. Presente na reunião, o deputado Aldo Rebelo pediu esforço dos deputados para que o texto substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 1876/1999, que atualmente tramita em conjunto com outras 10 propostas, seja aprovado no Plenário da Câmara ainda em 2010. De acordo com o integrante da Frencoop, seu relatório buscou, através do amplo debate por todo o país, ouvir e atender às demandas de diferentes seguimentos da sociedade. “O relatório foi feito a partir dos problemas detectados nas audiências e buscou superar o aparente antagonismo entre meio ambiente e agricultura”, afirmou.

Micheletto – Já o deputado Moacir Micheletto, que presidiu a Comissão Especial do Código Florestal, disse ter conversado com líderes partidários e que está otimista quanto à estratégia adotada para concluir a votação da matéria no Plenário nesta legislatura. No entanto, o deputado reconheceu que, antes, o Plenário precisa deliberar sobre as Medidas Provisórias que trancam a pauta e votar o projeto de lei que trata da exploração de petróleo na camada pré-sal.

Presenças – A audiência pública ainda contou com a presença dos deputados Abelardo Lupion (PR), Silas Brasileiro (MG), Valdir Colatto (SC), Celso Maldaner (SC), Reinhold Stephanes (PR), Homero Pereira (MT), Duarte Nogueira (SP) e Afonso Hamm (RS), todos membros da Frencoop.