Category Archives: Agronegócio

Agronegócio Economia

Novas Medidas do CMN contemplam pleito das cooperativas

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Pela nova regra, os limites de financiamento não são mais cumulativos na safra 2010/11. O Conselho também aprovou a dispensa de apresentação do termo de cooperação e projeto técnico para empréstimo de capital de giro. O limite de crédito por produtor rural associado é de R$ 40 mil e de R$ 50 milhões por cooperativa. O Procap-Agro dispõe de R$ 2 bilhões para o período de 1º de julho de 2010 a 30 de junho de 2011.

Pesa – Na reunião mensal ordinária do CMN desta quinta-feira foram aprovadas outras alterações, uma delas dentro do Programa de Saneamento de Ativos Agropecuários (PESA). O Conselho autorizou o pagamento das parcelas de juros com vencimento em 2010 com os bônus definidos pela lei ainda que os mutuários estejam com parcelas anteriores vencidas. Os novos prazos para a quitação são:

– 30/11/2010 – para liquidação das parcelas vencidas até 31/12/2009 e entre 1º/01/2010 e 30/11/2010;

– 20/12/2010 – para parcelas vencidas até 31/12/2009;

– 20/12/2010- para os mutuários quitarem todas as pendências financeiras. O prazo anterior era de 30/12/2009.

– 30/12/2010 – para as instituições financeiras formalizarem as operações de financiamento. O prazo anterior era de 30/06/2010;

– 30/03/2011 – para as instituições financeiras informarem o Tesouro Nacional as atualizações dos contratos envolvidos nessas operações. O prazo anterior era de 30/07/2010.

Uva – O CMN redefiniu, ainda, o preço mínimo da uva industrial para a próxima safra, que passou de R$ 0,46 por kg para R$ 0,52 por kg. Os novos valores valem apenas para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste. “O conselho atendeu uma demanda do setor que tenta compatibilizar os custos de produção”, justificou. Os novos valores passam a valer a partir de 1º/02/2011.

Proagro Mais – Em acordo com o Ministério da Fazenda, o Banco Central ampliou o prazo de inscrição no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro Mais). Os mutuários que não tiveram oportunidade de fazer o enquadramento das operações de investimento até 15/11/2010, podem fazer até 15/01/2011.

Agronegócio

Japão oferece US$ 2 bi para proteção da biodiversidade

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O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, anunciou nesta quarta, 27, uma ajuda de US$ 2 bilhões nos próximos três anos para que os países em desenvolvimento possam cumprir os objetivos de proteção da biodiversidade.
O anúncio foi feito pelo premiê ao abrir os encontros ministeriais da 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica (COP-10), realizada em Nagóia (centro do Japão) até a próxima sexta-feira.
“O Japão está disposto a ajudar o mundo”, resumiu Kan após anunciar a ajuda, voltada aos países em desenvolvimento para que atualizem suas estratégias nacionais quanto às áreas protegidas e ao uso sustentável dos recursos, entras outras medidas.
Ele também pediu aos ministros e funcionários de alto nível dos 193 países que participam da COP-10 que cheguem a um acordo de preservação para os próximos dez anos e de regulação tanto ao acesso aos recursos genéticos (plantas e microorganismos, entre outros) quanto à distribuição dos lucros derivados de uso.
Na inauguração das reuniões ministeriais, a última e decisiva etapa da COP-10, a diretora-executiva do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (FMAM), Monique Barbut, destacou a atitude “histórica” dos doadores deste organismo, que terá US$ 4,35 bilhões à disposição para o período 2010-2014.
Barbut ressaltou que a “biodiversidade não vai ser preservada de forma sustentável a menos que se apliquem enfoques sinérgicos” em favor da preservação da vida no planeta e contra a pobreza.
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, que também discurso no encontro, lembrou que os ministérios de Finanças adotam suas decisões com base nos indicadores econômicos, mas não contemplam ainda em seus cálculos o custo da destruição ambiental.
Zoellick enfatizou que o Banco Mundial apoiará os chamados “fundos verdes” para contribuir à proteção da biodiversidade e a mitigação e adaptação à mudança climática.
A Convenção sobre a Diversidade Biológica foi um tratado internacional aprovado na Cúpula da Terra de 1992, a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro. A COP-10 reúne os países signatários daquele acordo.

Agronegócio

Nova cana tem até 18% a mais de sacarose

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O Brasil é líder mundial em produção de cana-de-açúcar e dá mais um passo para solidificar esta liderança. O mercado brasileiro de cana está ganhando cultivares mais produtivas com teor de sacarose de 10% a 18% maiores do que os clones existentes atualmente nos canaviais. Elas foram desenvolvidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e são recomendadas para dez Estados da Região Centro-Sul. Além da ótima produtividade, são bem adaptadas à colheita mecanizada e têm fases de plantio diferentes para atender a grupos variados de produtores. Os três novos clones são: IACSP 955094, IACSP 962042 e IACSP 963060.

Vou falar sobre a alta produtividade delas em valores relativos porque os valores absolutos dependem muito de cada região, época de plantio, qualidade do solo e temos uma diversidade ambiental muito grande com muitos tipos de solo. Em relação à variedade mais plantada do Brasil há até pouco tempo, a Rb72454, elas apresentam ganhos nas épocas indicadas em torno de 10%  e em algumas condições essa melhora chega a até 18% — explica o pesquisador Marcos Landell, coordenador do Programa Cana IAC.

A IACSP 955094 e a IACSP 963060 são clones mais precoces, para serem plantados até agosto, e ambas se adaptam muito bem à colheita mecanizada, sendo que a 5094 também está adaptada para o plantio mecânico, que vem ganhando espaço no Brasil. A principal diferença entre elas é o tipo de ambiente em que devem ser plantadas. A 5094 tem um perfil mais responsivo, segundo Landell, e deve ser utilizada em ambientes de manejos em melhores condições com ótima adaptação no Centro-Oeste e no triângulo mineiro. Já a 3060 mostra boa adaptação com solos médios e de fertilidade restrita, até junho. O terceiro clone, IACSP 962042 é tardio, para ser plantado no fim da safra, e recomendado para ambientes médios ou favoráveis. Para alcançar a produtividade elevada, Landell chama atenção para cuidados de manejo, principalmente nos viveiros de mudas.

O que a gente tem observado nos últimos anos é que os agricultores têm negligenciado a formação de bons viveiros de mudas de cana e isso provocou que os canavicultores lançassem mão de canaviais no terceiro ou quarto corte para usar essa cana, que seria mandada para indústria, como muda. Isso criou um hábito perigoso. Muitas empresas desconhecem os cuidados básicos de um viveiro e, como a cana é propagada vegetativamente, multiplica tudo que a muda tem na origem. Se a muda for doente ou de má qualidade você está multiplicando tudo isso. O alerta do IAC é para que o pessoal retorne às boas práticas de viveiros. Trabalhar com material doente significa reduzir significativamente a idade do seu canavial e isso implica em um custo muito maior. A cana que poderia ser reformada com seis ou sete anos às vezes já precisa ser reformada no terceiro ano e a reforma de canavial é cara, envolve um investimento de cerca de R$ 4 mil por hectare. Enfim, é uma catástrofe econômica — alerta Landell.