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Salve-se Quem Puder!

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Lula da Silva pode estar ‘jogando o bebê com a água e bacia‘. Em outras palavras, tentando salvar a própria pele

Nesses últimos tempos vem á tona inúmeras evidencias de corrupção, desde aqueles investigados, na Operação Lava Jato, onde o juiz Moro , sua equipe, a Polícia Federal colocam em polvorosa potenciais protagonistas de crimes e desvios apontados.

São redes mafiosas e de interesses obscuros atuando no roubo do estado brasileiro,aproveitando múltiplas possibilidades de desvios. Utilizando os negócios pratimonialistas que garantam a permanência no poder.

O governo, a base aliada, continuam colocando em dúvida e negando peremptoriamente as acusações, seja por investigações, seja por delação premiada.

Tentar de todas a formas desqualificar, expulsar o juiz Moro de sua determinação de cumprir com a justiça. Mais do que isso, mostra que a justiça pode ser aplicada também para os ricos e poderosos, que locupletam-se com o dinheiro publico, articulados com seus prepostos em mandatos no Congresso, Casas Legislativas e Executivos.

Como no caso do mensalão, qualquer agente público que arroste contra essas filas de verdadeiras associações criminais,vira objeto de ódio e vingança dos seguidores e cúmplices da corrupção.

Carregam ainda as bandeiras dos seus partidos,conspurcadas no fogo da corrupção e da possibilidade do desvelamento total dos escabrosos negócios cometidos contra o patrimônio publico. Surgem até os mal entendidos, na falta de acordo para repartição dos valores obtidos.

Confiam ainda em uma batalha enfurecida que venha terminar, como sempre acreditaram,mais cedo ou mais tarde. Depois, um fingido abraço ‘republicano‘, a luz da mídia. Negam-se a evidências e provas como do Mensalão.

Na operação Lava Jato nem se fala. Após a fase de blindagem,ficando de longe do ‘olho no furacão‘ , Dilma e Lula da Silva vem de forma diferente fazer suas defesas.

Em uma cantilena superficial e maniqueísta. Falar não sei de nada, de forma diferente.

De um lado, é difícil entender que Lula da Silva repentinamente caiu na real e resolveu redimir-se. Ainda mais, neste assunto que é absolutamente distante: a auto critica.

Parece mais um salve-se quem puder,com aguçamento e refinamento das investigações na Lava Jato ,acuando necessariamente gente de relevância financeira e estratégica ligada ao ex Presidente. Os dois convocados próximos a eles constituem uma grande ameaça.

E lá vem a Presidente falar contra a polemica delação premiada, utilizando este instituto jurídico de forma diametralmente oposta { na qualidade de presa política. Estamos falando de redes reais de corrupção, suas teias e protagonistas em um processo investigatório.

Não se sabe nada se nesta investigação se alguém tenha sido torturado{a} fisicamente ou até mentalmente. Ao que se sabe, os depoimentos dessa operação na justiça são publicizáveis. Existem singularidades em ambas situações, mas o divisor é , em que condições estão sendo estabelecidas as delações.

Por enquanto, os efeitos são benéficos para se chegar a verdade,e arrasadores para a maioria dos investigados e suas relações espúrias. Sem duvida,a corrupção não é patrimônio exclusivos do PT e seus irmãos siameses. Vem de longe.

Ou, vai repetir -se argumento como : ‘ para se chegar ao poder temos que sujar as mãos‘? Pior, para se manter no poder do jeito que as coisa vieram caminhando.

Lula da Silva pode estar ‘jogando o bebê com a água e bacia‘. Em outras palavras, tentando salvar a própria pele.

A mídia do Palácio mandou a Presidente para os EUA, na tentativa de dar um tempo, envernizar sua hoje decadente e agonizante estética política.

Afinal de contas, quem é o maior responsável por tudo o que vem acontecendo nas mãos da Presidente?

Como diz o meu povo antigo: ‘é remediar com o que tem’!

WALDIR BERTÚLIO é professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
waldir.bertulio@bol.com.br
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A Decisão da Discórdia

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Bate-boca entre deputados e conselheiro só se dá em função dos interesses dos donos do poder regional

Sempre existem exageros no jogo político. Isto se dá em razão dos interesses conflitantes. Ainda diante de um parecer meramente técnico.

Pois, mesmo neste, é possível identificar um posicionamento, e este, cabe observar, não deixa de ser político.

Explica-se, então, a repercussão do parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado as contas do governo Silval Barbosa.

Este exagero nada tem a ver com a denúncia de que o conselheiro Antônio Joaquim tenha pretensões político-eleitorais, muito menos com o suposto desconhecimento técnico do deputado Wilson Santos.

E, além do mais, nem cabe a este texto questionar o mérito da decisão. Mas, sim, analisar a briga envolvendo membros do Parlamento regional e do TCE/MT.

O certo é que esta queda de braço nunca deveria ter começado. Sequer ventilada, menos ainda existido. Isto porque o voto do juiz de contas jamais poderia ser explicado pelas páginas da imprensa, uma vez que a sua justificativa se encontra na própria decisão do Tribunal.

Por outro lado, a Assembleia Legislativa também não deveria ter pronunciado sobre um parecer que, sequer, lhe chegou às mãos. Até porque é ela, a Assembleia, que analisa e tem a palavra final sobre as contas do governo.

E a dita decisão só terá validade caso o Legislativo julgue a recomendação do TCE/MT – seu órgão auxiliar – que se deu mediante o confronto dos gastos realizados com o que são permitidos pela Constituição e pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Independentemente da existência de obras inacabadas e malfeitas e de suspeitas de desvio de recursos públicos.

Todos os deputados estaduais sabem disso, ou deveriam saber. Mas, então, o porquê dessa discussão entre o Wilson Santos/Oscar Bezerra e o Antônio Joaquim.

A resposta não poderia ser outra senão a de que a decisão favorável às contas do governo Silval Barbosa pelo Tribunal coloca em xeque-mate grande parte do discurso do governo Pedro Taques.

Discurso todo norteado por críticas a gestão anterior, sob a argumentação de que a Conta Única do Estado, no dia 1º de janeiro, contava com apenas R$ 84 mil.

A decisão do conselheiro Antônio Joaquim fornece outra leitura, e, por tabela, derruba parte das críticas até agora predominantes.

Foi, por isso, que o secretário de Fazenda saiu contra a decisão da Corte de Conta do Estado. Também pela mesma razão o deputado Wilson Santos conclamou seus pares a votarem pela reprovação das contas da administração anterior.

Está em jogo, aqui, o discurso denunciador do governo atual. Este é o ponto. Tanto que não se vê, ouve ou lê qualquer cobrança dos parlamentares estaduais para que a Secretaria de Cidades apresente um cronograma mínimo de andamento das chamadas obras da Copa. Exigência necessária e oportuna, porém bastante distante de ser real.

Portanto, o bate-boca entre os deputados e o conselheiro, que não deveria acontecer, só se dá em função dos interesses dos atuais donos do poder regional. É isso. Nada mais.

LOUREMBERGUE ALVES –  é professor universitário e analista político em Cuiabá.
lou.alves@uol.com.br

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Ferrovia e Realidade

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Esperemos o estudo de viabilidade para ver se os chineses podem ou não construir uma ferrovia pelos Andes

Blairo Maggi, falando sobre a ferrovia Bioceânica, disse que ela não teria ‘viabilidade econômica e viabilidade técnica‘, mas que não tiraria o ‘sonho‘ dos que defendem a obra.

Ele defende o trecho ferroviário entre Campinorte, Lucas, Sapezal e Porto Velho que ‘tem carga e viabilidade econômica para ser feita hoje‘.

É a voz de um senador e de alguém que conhece o assunto de logística de transporte na região por causa da empresa da família, Amaggi.

Mas, sei não, este é momento de estarmos remando na mesma direção e um comentário desses pode influenciar outros e até entidades a pensarem em outra direção.

O comentário veio na sequência da viagem de três governadores e de membros da embaixada da China por Rondônia e MT.

Depois ainda da fala do Taques de se criar um dia de junho em algo especial do relacionamento da China com MT. E de se ter até um escritório de MT naquele país.

“A viabilidade econômica da Ferrovia do Pacifico estaria também no transporte de comida e fibras e ainda, melhor que o caso de Itacoatiara, trazer bens chineses para a América do Sul. Cargas em ambas as direções, portanto.”

O Maggi talvez não tivesse essa intenção, mas a fala dele poderia provocar freio em iniciativas como aquelas e até diminuir o ímpeto regional sobre essa alternativa de comércio pelo Pacífico.

O trecho citado pelo senador para uma ferrovia passa nos mesmos lugares do estado em que passaria a ‘ferrovia dos chineses‘ – Lucas e Sapezal e mais Porto Velho.

Aquela ferrovia para Porto Velho deve, se imagina, atingir porto no Rio Madeira e daí por barcaça subir até Itacoatiara no Rio Amazonas.

A Amaggi Navegação tem um complexo portuário enorme no Rio Madeira em Porto Velho e outro em Itacoatiara. Chegando ali se podem ter navios para qualquer lugar do mundo.Estive, como convidado, visitando esses dois complexos.

É uma alternativa de transporte, mantida pela Hermasa, que tem que ser levada em conta, mas não custa nada tentar viabilizar a outra ferrovia também.

A viabilidade econômica da Ferrovia do Pacifico estaria também no transporte de comida e fibras e ainda, melhor que o caso de Itacoatiara, trazer bens chineses para a América do Sul. Cargas em ambas as direções, portanto.

Os engenheiros chineses estão na vanguarda de viabilidade técnica em ferrovias em lugares altos. Exemplo é a chamada ‘ferrovia mais alta do mundo‘noTibete, construída por eles.

Têm 1.956 km de extensão, passagens em lugares de até 5.072 metros de altitude e estação a 5.068 metros.

Tem ainda o túnel ferroviário mais longo do mundo com 4.905 km. A obra custou 3.68 bilhões de dólares e o trem corre a 120 km por hora.

Os chineses estão ainda falando numa ferrovia para o Nepal, com um túnel, imaginem, embaixo do Monte Everest, para terminá-la até 2020.

A Cordilheira dos Andes, a grande dificuldade na nossa ferrovia, seria café pequeno perto disso.

O que deveríamos no momento é esperar o estudo de viabilidade técnica e vê se os chineses podem ou não construir uma ferrovia pelos Andes.

ALFREDO DA MOTA MENEZES é historiador e analista político em Cuiabá.
pox@terra.com.br
www.alfredomenezes.com