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Comércio Exterior

Atrasos em investimentos nos Portos de São Paulo e Pará, Brasil pode perder mais de U$ 60 bilhões em exportações de grãos e celulose

A estimativa é da ABTP (Associação Brasileira de Terminais Portuários) com base no volume que será movimentado nos portos incluídos na primeira fase do Programa de Investimentos em Logística II, do governo federal.

Os terminais, voltados para o setor de agronegócios, devem demorar cerca de quatro anos para receber as benfeitorias das concessões por causa, principalmente, do tempo para a obtenção de licenças ambientais.

“Essas áreas já ficaram 18 meses em análise no Tribunal de Contas da União. Os órgãos públicos deveriam trabalhar de forma harmônica para minimizar o tempo perdido”, afirma Wilen Manteli, diretor-presidente da ABTP.

Quando concluídos, os terminais terão capacidade para transportar 23 milhões de toneladas de mercadorias ao ano e gerar aproximadamente US$ 12 bilhões em receitas.

“Essa demora desestimula as empresas interessadas em disputar as concessões. Algumas devem estar desistindo e pensando em investir em outros locais ou no exterior.”

Os terminais previstos para a primeira fase ficarão nos portos de Santos (SP), Outeiro, Santarém e Vila do Conde, no Estado do Pará.

“Como o Norte não tem grande capacidade, os produtores precisam percorrer caminhos maiores para Santos e Paranaguá (PR). Hoje, estão represando o plantio por não ter como escoar.

Fonte.: Folha de S. Paulo

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Soja – Com a mudança no cenário mundial, posição nas exportações agrícolas serão favoráveis

Os novos números do setor divulgados nesta sexta-feira (24) pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) são impressionantes.

O Brasil deverá exportar, pela primeira vez, um volume superior a 50 milhões de toneladas de soja em grão. O processamento interno sobe para 40,1 milhões de toneladas, resultando na produção de 30,4 milhões de toneladas de farelo e de 8 milhões de toneladas de óleo.

Daniel Furlan Amaral, gerente de economia da Abiove, diz que o desempenho das exportações está acima do esperado, o que fez a associação a revisar os números de vendas externas da soja para cima.

Mas a demanda externa está favorável não só para a soja em grãos mas também para farelo e óleo, segundo ele.

O país deverá exportar 15,2 milhões de toneladas de farelo, 3% mais do que se esperava no mês passado.

Já as vendas externas de óleo sobem para 1,3 milhão de toneladas, volume que, se concretizado, superará em 24% as estimativas de junho.

Internamente, o esmagamento de soja é favorecido, ainda, pelo consumo crescente de biodiesel, já que 75% do produto vem da soja, afirma Amaral.

A Abiove também revisou para cima a produção brasileira de soja. A entidade espera a colheita de 94,4 milhões de toneladas, acima dos 93,7 milhões estimados no mês passado.

Mesmo com o crescimento da produção em 700 mil toneladas, os estoques brasileiros caem, devido ao aumento de exportação e de moagem. O novo número da Abiove é de estoques finais de 3,6 milhões de toneladas de soja em grão, 34% menos do que as indústrias do setor previam no mês passado.

Balança

Os novos números da soja trazem novidades também para a balança comercial. Um dos principais geradores de receitas externas do país, o complexo soja vai render US$ 25,5 bilhões, um número inferior aos US$ 31,4 bilhões do ano passado, mas acima dos US$ 23,9 bilhões previstos anteriormente pelo setor.

As exportações são favorecidas pela demanda crescente da China. Em 2013, os chineses importaram 70 milhões de toneladas, volume que subiu para 74 milhões em 2014. Neste ano, as importações chinesas deverão somar 77,5 milhões de toneladas.

A produção norte-americana, após ter atingido 108 milhões de toneladas na safra passada, deve recuar para 105,7 milhões nesta.

Já as exportações deverão ficar em 48 milhões de toneladas, segundo dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Em alta Embora a oferta de álcool hidratado esteja crescendo, os preços, incentivados pela demanda crescente, também sobem nos postos de São Paulo.

Usinas Dados desta semana das usinas da região centro-sul, divulgados pela Unica, apontam produção 12% maior nesta safra.

Postos Pesquisa da Folha indica que o preço médio do etanol hidratado subiu pela segunda semana nos postos de São Paulo.

Valor Nesta semana, o litro do hidratado foi a R$ 1,985, em média, com alta de 0,10%. A pesquisa, que inclui 50 postos da capital paulista, registrou estabilidade no preço da gasolina.

Agrícolas Os preços tiveram forte recuo nesta sexta-feira nas Bolsas externas. Soja e milho, com perspectivas de melhora na produção, caíram 1,9% e 2,7% em Chicago. Já o preço do trigo teve recuo de 1,9%.

Açúcar Produção acima da demanda pelo sexto ano na Índia fez o preço do primeiro contrato recuar 2,35% na Bolsa de commodities de Nova York. O país deverá produzir 28 milhões de toneladas de açúcar.

Fonte.:

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Exportação – Primeiro semestre Mercado Chinês recua em mais de 40%

As exportações do agronegócio brasileiro para a China apresentaram queda de 40,6% no primeiro semestre de 2015 se comparadas ao mesmo período do ano anterior. As vendas do setor para a China somaram US$ 8,5 bilhões, ante US$ 14,233 bilhões em 2014. Da mesma forma, houve queda no volume exportado, que apresentou redução de 25,6%, de 26,956 milhões de toneladas para 20,060 milhões de toneladas, mostra informativo da Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), com base em dados do Ministério da Agricultura.

A exportação brasileira de soja para a China no primeiro semestre deste ano apresentou queda de 20% em comparação com o mesmo período do ano passado. O setor faturou US$ 9,562 bilhões, ante US$ 11,982 bilhões em 2014. Em termos de volume, no entanto, houve aumento de 4%, de 23,693 milhões de toneladas para 24,688 milhões de toneladas. A soja é o principal produto da pauta de exportação do Brasil para China, representando cerca de 51,8%.

Já a exportação de açúcar no período caiu 1%, de US$ 325 milhões para US$ 322 milhões. O embarque de carne de aves subiu 23%, de US$ 237 milhões para 292 milhões, mostra o CEBC, a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Fonte.: Estadão