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Rússia suspende importação de carne de frigoríficos brasileiros

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O serviço veterinário russo Rosselkhoznadzor vai embargar a importação de produtores de carne de 10 unidades de frigoríficos brasileiros a partir de 9 de junho, informou nesta quarta-feira (27) a agência russa Interfax.
O serviço disse que sua decisão foi tomada depois de um inspeção em unidades brasileiras em março por inspetores russos, segundo a Interfax.
As violações descobertas apresentam um significativo grau de risco, disse o Rosselkhoznadzor em comunicado. Além disso, a proibição de importação de produtos de duas unidades verificadas foi mantida.

“Com respeito aos produtos de sete unidades, onde foram reveladas irregularidades durante as inspeções, que tinham grau de risco pequeno, o direito de exportar para a Rússia foi mantido com a condição de que as violações seja corrigidas”, disse o Rosselkhoznadzor.

O serviço russo enviou às autoridades brasileiras um relato sobre os resultados das inspeções e está aguardando comentários no prazo de dois meses. Não havia informações disponíveis imediatamente sobre os tipos de carnes afetados e sobre o nome dos frigoríficos brasileiros afetados.

A Rússia foi o segundo maior importador de carne bovina do Brasil em 2014. O país que mais importa carne do Brasil é Hong Kong.

Fonte.:G1

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China desacelera e derruba exportações brasileiras

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Nem a desvalorização do real frente ao dólar está conseguindo salvar as exportações brasileiras – ontem, a moeda norte-americana atingiu R$ 3,08, após alta de 2,24%. O problema é que as vendas do país estão patinando em um de seus principais mercados, a China, que enfrenta redução na taxa de crescimento econômico.

As vendas para o país asiático entre janeiro e abril foram 31,2% menores do que no mesmo período do ano passado quando se considera a média diária, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento. No mês passado, a queda foi de 23,4%.

A balança comercial brasileira, em abril, teve superavit de US$ 491 milhões, 3% menos do que o que foi registrado no mesmo mês de 2014 – o pior resultado desde de 2013. No acumulado do ano, há deficit de US$ 5,07 bilhões, um pouco abaixo dos US$ 5,57 bilhões negativos registrados no primeiro quadrimestre do ano passado.

“Essa melhora ao longo dos últimos meses é muito aquém do que se esperava”, afirmou o presidente da Associação dos Exportadores Brasileiros (AEB), José Augusto de Castro. No ano passado, o Brasil teve o pior resultado desde 1998 na balança comercial, com deficit de US$ 3,93 bilhões. Diante da desvalorização do dólar, a AEB previu para 2015 superavit de US$ 8 bilhões.

A entidade ainda espera um resultado positivo, porém bem menor do que isso – a nova estimativa será feita só em julho. A principal mudança nos últimos meses foi a drástica queda na cotação do minério de ferro. Em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, o produto ficou 51% mais barato. Assim, mesmo com aumento de 12% no volume exportado, a receita em dólar reduziu em 45,1% no período.

Para o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, o superavit deste ano ficará entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. “O que vai garantir isso não é o aumento das exportações, é a queda das importações devido ao desaquecimento da economia e ao fato de que os produtos com preços em dólar ficaram mais caros”, disse Barral, sócio da consultoria Barral M Jorge. Em abril, as exportações caíram 23,2% pela média diária. As importações se reduziram em 23,7%.

O diretor do Departamento de Estatística e Apoio à exportação do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, também espera que a balança comercial feche com superavit no ano, embora não arrisque um número. Ele reconhece que há dificuldade nas vendas para vários mercados, mas espera que a queda nas compras do exterior seja maior do que a das vendas.

Brandão afirmou que a desvalorização do real pode ajudar exportadores. Mas alertou que isso não poderá ser tão bem aproveitado se o câmbio continuar tão volátil como se tem visto nos últimos meses. “É preciso que haja estabilidade”, alertou.

Para Castro, da AEB, o Brasil terá dificuldades para vender seus produtos a outros países latino-americanos. “Eles também enfrentam dificuldades devido à queda no preço das commodities”.