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Futuro Econômico Novidade

Expectativas do mercado para PIB e inflação de 2015 e 2016 voltam a piorar

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Estimativa de inflação do mercado para 2015 sobe e atinge 9,85%. Para PIB, previsão de queda supera 3% neste ano e soma 1,43% em 2016.

As expectativas do mercado financeiro para a contração do Produto Interno Bruto (PIB) e para o comportamento da inflação neste ano e em 2016 voltaram a piorar na semana passada, segundo o relatório de mercado, também conhecido como focus, fruto de pesquisa do Banco Central com mais de 100 instituições financeiras. O documento foi divulgado nesta segunda-feira (26).

Para o PIB deste ano, o mercado financeiro passou a prever uma retração de 3,02%. Foi a 15ª revisão para baixo consecutiva do indicador. Até então, a expectativa era de uma contração um pouco menor neste ano: de 3%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.

Para 2016, os economistas das instituições financeiras aumentaram de 1,22% para 1,43% a expectativa de contração na economia do país. Esta foi a terceira queda seguida na previsão do mercado para o PIB do próximo ano.

Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Na semana passada, a “prévia” do PIB do BC indicou uma contração de 2,99% até agosto.

No fim de agosto, o IBGE informou que a economia brasileira registrou retração de 1,9% no segundo trimestre de 2015 em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada “recessão técnica”, que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).

Mais inflação

Ao mesmo tempo, o mercado financeiro também passou a estimar mais inflação para este ano e, também, para 2016. Para 2015, a expectativa dos economistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, feche o ano em 9,85% – na semana anterior, a taxa esperada era de 9,75%. Se confirmada a estimativa, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando somou 12,53%.

Essa foi a sexta alta seguida no indicador. O BC informou recentemente que estima um IPCA de 9,5% para este ano. Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

Para 2016, os economistas das instituições financeiras elevaram sua expectativa de inflação de 6,12% para 6,22% na última semana. Foi a 12ª alta seguida do indicador que continua se distanciando da meta central de 4,5% fixada para o ano que vem. Na semana passada, o BC admitiu que não conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% no próximo ano. Segundo a autoridade monetária, isso será possível somente em 2017.

Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.

Taxa de juros

Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% na semana passada, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 12,75% para 13% ao ano – o que pressupõe reduções da taxa Selic ao longo do ano que vem.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 4 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio baixou de R$ 4,13 para R$ 4,20.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 13,20 bilhões para US$ 14 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit avançou de US$ 25 bilhões para US$ 26,3 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu US$ 62,5 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu inalterada em US$ 60 bilhões.

Fonte.: G1

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Crise Agravada – Banco Central indica, por fim, que inflação de 4,5% só em 2017

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O Banco Central desistiu de tentar reduzir a inflação para 4,5% até o fim de 2016 e afirmou que esse objetivo deverá ser atingido até outubro de 2017.

A informação faz parte do comunicado divulgado nesta quarta-feira (21) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) para anunciar a manutenção da taxa básica de juros em 14,25% ao ano.

Desde julho, a instituição afirmava que seu objetivo era chegar aos 4,5% no próximo ano, mas a alta do dólar e novos reajustes de preços controlados pelo governo, como gasolina e gás, levaram a instituição a jogar a toalha.

Agora, o BC afirma que vai manter os juros nesse patamar “por período suficientemente prolongado” para alcançar essa meta “no horizonte relavante da política monetária”, ou seja, em até 24 meses.

No comunicado da decisão, o BC afirmou também que “a política monetária se manterá vigilante para a consecução desse objetivo”, expressão que indica a possibilidade de novas altas de juros se necessário.

O mercado financeiro já esperava a manutenção dos juros. A dúvida entre os analistas era se a instituição manteria a estratégia de trazer a inflação para a meta no próximo ano ou se adiaria o compromisso.

As últimas projeções coletadas pelo BC na pesquisa Focus mostram que o mercado espera que os juros sejam mantidos nesse nível, pelo menos, até junho de 2016. Em relação à inflação, a estimativa para 2016 está em 6,12%, próxima do limite de 6,5%. O IPCA-15, uma espécie de prévia do índice oficial de inflação divulgada hoje, alcançou 9,8% em 12 meses.

Em relação à atividade, a instituição tem mantido o discurso de que o crescimento só virá pela melhora na confiança na economia, o que depende da queda da inflação e do ajuste nas contas públicas.

A expectativa do mercado é de dois anos de queda no PIB (Produto Interno Bruto), neste e no próximo ano.

Fonte.: Folha de S.Paulo

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Suspense Vermelho – Ritmo da China desacelera e eleva medo de deflação global

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A desaceleração da economia chinesa, que cresce no menor ritmo desde 2009, derrubou os preços das principais matérias-primas e alimentou o receio de deflação prolongada no mundo.

A China anunciou na manhã desta segunda (noite de domingo no Brasil) redução do ritmo de crescimento anual de 7% para 6,9% do segundo para o terceiro trimestre de 2015.

Um dos dados mais preocupantes foi a desaceleração dos investimentos, sugerindo menor capacidade de produção. O investimento em infraestrutura e máquinas cresceu 6,8% no terceiro trimestre; no segundo trimestre, superava 10% e, em 2014, 15%.

A ameaça de redução generalizada nos preços americanos de combustíveis, alimentos e insumos aumenta a pressão para que o Fed (BC dos EUA) adie a alta de juros, prevista pela maioria do mercado entre o fim de 2015 e início de 2016. Uma das metas do BC é de uma inflação próxima a 2% —ela ficou zerada no mês passado.

O Fed, que citou temor com a China em setembro para manter os juros perto de zero, decide sobre a taxa americana na semana que vem.

Comum nas recessões prolongadas, como a do Japão nos anos 90, a deflação segura o crescimento econômico ao estimular o consumidor a adiar gastos e a manter o dinheiro no banco, mesmo com juros próximos de zero. Com os preços em queda, o dinheiro rende mais no futuro.

Diante da fraqueza da segunda maior economia do mundo, os preços do petróleo recuaram nesta quarta mais de 3% e arrastaram também os metais e os alimentos.

O impacto foi sentido nas moedas dos países produtores de insumos e alimentos para China, como o Brasil. Com exceção do dólar de Hong Kong, as demais 23 moedas emergentes caíram, segundo a Bloomberg (veja quadro abaixo). As maiores baixas foram as das moedas malaia (-2,3%), russa (-1,4%) e brasileira (-1,35%).

Efeito no Brasil

Maior parceira comercial do Brasil, a China compra 20% das exportações do país. Os principais itens exportados são soja e minério de ferro, produzido pela Vale.

As ações preferenciais (sem voto) da Vale caíram 3,09%, para R$ 14,72, apesar de a companhia ter anunciado recorde na produção de minério de ferro no terceiro trimestre. O Ibovespa, principal termômetro dos negócios, avançou 0,45%.

No país, as preocupações em relação à China se somaram às dúvidas sobre a permanência do ministro Joaquim Levy no governo.

Pela manhã, a moeda americana chegou a ser negociada acima de R$ 3,90. O dólar à vista (mercado financeiro) subiu 1,37%, para R$ 3,894. O comercial teve alta de 0,12%, para R$ 3,878.

Fonte.: Folha de S.Paulo