Category Archives: Infraestrutura

Esportes Infraestrutura MT

Éder Moraes afirma que “escolha do sistema será responsável”

Publicado por

Decidido a encontrar o melhor caminho que atenda as pretensões da população no aguardo não apenas da Copa do Mundo de 2014, mas do legado que ficará no pós-Copa como um todo, o presidente da Agecopa, Eder Moraes, disse ontem por telefone que se faz necessário atentar para a realidade de Cuiabá, de Mato Grosso e do Brasil. Ele ponderou que o nível de desenvolvimento da Europa quando foram implantados sistemas de transporte coletivo como os VLTs, metrôs, trens e rodovias era infinitamente superior ao do Brasil, mas isto não quer dizer que não se pode planejar e executar obras essenciais como o VLT.
Ele disse que o governador Silval Barbosa ficou impressionado com o nível de desenvolvimento e das obras públicas, assegurando que o quanto antes o Executivo decidirá a melhor opção, levando em consideração custos, parcerias e resultados finais, explicando que não se pode admitir um transporte que fique distante da realidade das pessoas que utilizam o transporte coletivo de massa.
A Gazeta – Qual será o sistema de transporte escolhido?
Eder – Sem dúvida o melhor é o VLT. Mas só isto não basta. É preciso ver em que condições ele será executado e quais os custos finais, além dos resultados para a população.
Gazeta – Mas é tão difícil decidir?
Eder – As pessoas acreditam que as obras de um VLT são apenas trilhos, estações e vagões. Essa não é a realidade. São necessárias obras de fundações, de rede de esgotamento sanitário. obras de drenagem, de rede de energia entre tantas outras que fazem parte do todo que é o sistema VLT.
Gazeta – E a questão do custo da passagem final?
Eder – É difícil se falar agora em custo. Sabemos e trabalhamos para que o mesmo seja acessível à população que necessita do transporte coletivo, mas não podemos deixar de reconhecer que em havendo um sistema como o VLT instalado em Cuiabá, pessoas de outro nível, inclusive proprietários de veículos, vão preferir utilizar o novo modelo de transporte. Isto representa dizer que naturalmente haverá um aumento na demanda porque muitos que não utilizam o sistema atual por causa de sua precariedade, poderão passar, ou melhor dizendo, vão passar a utilizar o VLT. Essa mobilidade, poderá abaixar o custo das passagens que é trabalhado para ficar em valores compatíveis com o serviço prestado, ou seja, não dá para se pagar por um serviço totalmente diferente e melhorar o preço praticado na atualidade.
Gazeta – O Poder Público terá recursos para investir nestas obras?
Eder – O Governo do Estado quer parceiros, tem capacidade de endividamento e o governador Silval Barbosa, espera atender a população com o que há de melhor e mais moderno. Não temos muito tempo para decidir as coisas, mas se for possível nós optaremos pelo melhor para a população. Estamos esperando por parcerias com a iniciativa privada, e pela receptividade que temos recebido acredito que elas acontecerão de forma natural e melhor do que muitos acreditam que aconteceria.
Gazeta – Como o Estado pretende ouvir a população?
Eder – Os deputados estaduais vão fazer uma audiência pública e vamos fomentar a discussão, a participação da população, pois ela é a maior interessada. Temos que nos ater a uma solução para este que deve ser o maior legado pós-Copa do Mundo, mas existem outras obras e ações que potencializarão Mato Grosso e nos transformarão em vitrine para o Mundo. A decisão de vir à Europa foi mais que acertada, porque nada se compara ao sistema que se pretende fazer. Não adianta as pessoas quererem criticar dizendo que existem modelos de VLT em outras cidades do Brasil. Uma obra desta necessita de know-how e viemos no melhor lugar para conhecer, discutir e definir o modelo esperado.
Gazeta – Nos últimos dias ouviu-se falar num sistema híbrido, ou seja, parte VLT, parte BRT, fora os ônibus convencionais. Isto seria possível?
Eder – Acredito que não, por uma questão de custo e viabilidade. Pode ser que no futuro, o sistema escolhido se complemente com um sistema melhor ou complementar, diante dos avanços que este tipo de transporte conquista a cada dia, mas a nossa decisão agora terá que ser de forma definitiva e pensando que neste ano teremos que vencer os obstáculos dos prazos legais dos processos e projetos para que em 24 meses as obras estejam concluídas e atendendo à sociedade. Se for VLT será apenas este. Se não, será o BRT.
Gazeta – Não existe risco das coisas não darem certo?
Eder – Estou convicto que não. O governador Silval Barbosa e as demais autoridades estaduais, como os deputados, estão participando das decisões e isto será importante para se definir o melhor sistema e colocá-lo em prática. Não existe receio em se investir recursos pela busca do melhor sistema, mas estamos fazendo-o com responsabilidade e sem prejudicar as outras obrigações do Estado.
Fonte: Gazeta
Assembleia Legislativa Infraestrutura Política

Presidente da Assembleia retorna convicto que VLT é o mais eficiente transporte

Publicado por

Surpreso com a agilidade do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP), garante estar convicto de que é o sistema mais eficiente para atender a demanda do trânsito de Cuiabá e Várzea Grande, inclusive, após a Copa do Mundo de 2014. Defensor de um sistema ágil e moderno, Riva percorreu trechos de Portugal de VLT e se reuniu com empresários do setor, no último fim de semana, junto com o governador Silval Barbosa, o presidente da Agecopa, Éder Moraes, e os deputados Guilherme Maluf e Sérgio Ricardo.
Riva retorna hoje (03) a Cuiabá para participar de mais uma reunião do Colégio de Líderes, às 15 horas, e da sessão ordinária, quando fará um pronunciamento sobre a viagem a Europa. Em seu twitter, @joseriva chamou atenção de que, diferente do que se propagou anteriormente, ficou comprovado que o VLT tem custo abaixo do anunciado, é ágil e capaz de destravar o caótico trânsito da Capital.
“Considerando o custo e o tempo de implantação, a eficiência, o preço da passagem, o menor número de desapropriações e a agilidade no funcionamento, não tenho dúvida que o VLT é o mais viável”, afirma.
No metrô do Porto, a comitiva mato-grossense conheceu um sistema com muitas intervenções subterrâneas. “Foi interessante ouvir o quanto o VLT diminuiu o número de veículo trafegando pela cidade”, explicou Riva, acrescentando que também foram construídos diversos estacionamentos com preços acessíveis para usuários do VLT.
Outra vantagem do VLT em relação ao Bus Rapid Trasint (BRT) é que permite acoplagem de acordo com o aumento populacional. “Vai sendo adequado com aumento de carros sem outras despesas. Com o BRT não dá para fazer o mesmo”.
Contudo, Riva pontua que o BRT pode ser muito útil se instalado, por exemplo, na Avenida Miguel Sutil para transportar os passageiros até a estação do VLT, que deverá ser o sistema troncal, passando pelo Centro de Cuiabá.
O presidente explanou que Cuiabá ainda tem tempo para implantar o sistema sobre trilhos. Cita que em Portugal, o VLT foi construído para adequar a cidade para a Eurocopa de 2004, inaugurado apenas 20 dias antes do evento. “Temos como e podemos fazer o mesmo”.

Fonte: AL/MT

Geral Infraestrutura

Ibama realiza audiência pública para liberar o último trecho da Ferrovia Vicente Vuolo

Publicado por

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberou a audiência pública para debater as adequações realizadas pela empresa América Latina Logística (ALL), no terceiro lote da ferrovia Senador Vicente Emílio Vuolo (Ferronorte), no trecho entre o distrito de Mineirinho e Rondonópolis. Após a audiência o Ibama vai concluir o processo de licenciamento ambiental e a ALL receberá a licença definitiva para dar continuidade às obras de construção da ferrovia entre Itiquira e Rondonópolis. A audiência será no próximo dia 17 de maio, terça-feira, na sede da União Rondonopolitana das Associações de Moradores de Bairro (Uramb).
O secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, volta a destacar que os prazos do cronograma do Projeto de Expansão da Malha Norte ficam assim definitavamente garantidos e a Ferrovia deve chegar a Rondonópolis em 2012, conforme o planejamento inicial.
Vuolo disse que essa preocupação passou a existir a partir do momento que o Ibama solicitou alterações no projeto o que poderia atrasar o andamento das obras. Ele lembra que assim que o Ibama pediu essas alterações o governo já começou a trabalhar, de forma antecipada, para evitar qualquer possibilidade de retardo. Se a licença saísse após a conclusão do terminal de Itiquira, a ALL poderia desmobilizar o canteiro de obras o que atrasaria as obras, em pelo menos um ano.
Lembrando, o licenciamento ambiental é uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade com potencial poluidor ou degradação ambiental e possui como uma de suas principais características a participação social na tomada de decisão, por meio da realização de audiências pública como parte do processo.
O Ibama atua, principalmente, no licenciamento de grandes projetos de infraestrutura que envolvam impactos em mais de um estado e nas atividades do setor de petróleo e gás na plataforma continental.
Francisco Vuolo disse que é importante agora a participação da população por meio dos segmentos organizados se fazer presente nessa audiência do dia 17 de maio, até como forma da população começar a se preparar para os impactos que a chegada da ferrovia irá provocar nos municípios de Itiquira e Rondonópolis, nos aspectos socioeconômico e urbano.
O secretário da Logística Intermodal, Francisco Vuolo, ressalta que essa preocupação com o cumprimento dos prazos pela ALL é que a conclusão da obra até Rondonópolis faz parte do projeto do governador Silval Barbosa – que está trabalhando em parceria com o Governo Federal na realização de estudos e estratégias no desenvolvimento da Ferrovia até Cuiabá.

Fonte: