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Meio Ambiente

Pesquisa: 8 fatos que mostram efeitos do aquecimento global

Muitos pensam que vai demorar centenas de anos até serem vistos as primeiras consequências do aquecimento global. Porém, os sinais já estão evidentes, mesmo que em detalhes, só que o mundo não se esforça para ver.

Um estudo do Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos revelou que o ano de 2010 foi, junto com 2005, o ano mais quente da história desde que os registros começaram a ser feitos, em 1880. O ano de 2010 foi o 34º ano consecutivo com temperaturas acima da média global do século 20.

A seguir, veja oito fatos do estudo que denunciam a ação do aquecimento global no planeta:

– Combinadas, as temperaturas anuais terrestre e da superfície do oceano empataram com o ano de 2005 como o período mais quente já registrado.

– A temperatura global em 2010 foi a segunda mais quente já registrada, com 0,96°C acima da média do século 20.

– A temperatura da superfície do oceano ficou empatada com a de 2005 como a terceira mais quente já registrada, com 0,49°C acima da média do século 20.

– Em 2010, houve uma mudança drástica na oscilação sul do El Niño – que influencia a temperatura global e os padrões de precipitação -, quando um El Niño de moderado a forte se transformou em La Niña em julho. No final de novembro, o fenômeno La Niña foi de moderado a forte.

– De acordo com a Rede Histórica Global de Climatologia, 2010 foi o ano mais úmido já registrado, em termos de precipitação média global.

– A temporada de furacões do Pacífico em 2010 teve sete tempestades tropicais e três furacões, o menor índice registrado desde meados dos anos 60, quando os cientistas começaram a usar a observação por satélite. Em contrapartida, a temporada do Atlântico foi extremamente ativa, com 19 tempestades e 12 furacões. O ano terminou em terceiro como o de mais tempestades e em segundo como o de mais furacões já registrados.

– A extensão do gelo ártico tinha um registro de longos períodos de crescimento, com o ápice anual ocorrido em 31 de março do ano passado, desde que os registros começaram em 1979. Apesar da estação de derretimento mais curta que o normal, o Ártico atingiu o seu terceiro menor índice de gelo do mar anual, atrás apenas de 2007 e 2008. A extensão do gelo marinho da Antártida atingiu o oitavo menor índice máximo de extensão anual em março.

– A oscilação negativa do Ártico em janeiro e fevereiro ajudou a espalhar o ar frio do Ártico para grande parte do Hemisfério Norte. Frios recordes e grandes nevascas com acúmulos de neve ocorreram em grande parte da América, norte da Europa Oriental e da Ásia.

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Governo retira agrotóxico metamidófos do mercado

O agrotóxico metamidofós não será mais usado nas lavouras brasileiras até o final de 2012. O produto empregado principalmente nas plantações de cana-de-açúcar, soja e algodão será retirado de forma programada do mercado nacional. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 17 de janeiro, estabelecendo que em 120 dias, o inseticida não poderá mais ser importado e produzido. A formulação (refinamento) será permitida por mais um ano e a comercialização está liberada até novembro de 2012.

“A medida segue uma tendência mundial de suspensão de uso do produto. O governo tem dado prioridade aos defensivos menos tóxicos e que ao mesmo tempo sejam eficientes no controle de pragas”, afirma o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Eduardo Rangel. O coordenador explica também que o produtor rural pode optar por outros agrotóxicos autorizados pelo Mapa para a mesma finalidade atribuída ao metamidofós.

A decisão do governo é resultado de uma reavaliação do produto pelo Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O trabalho concluiu que os benefícios do inseticida não compensam os riscos à saúde. Desde 2004, o metamidofós não pode mais ser aplicado em pequenas culturas, caso em que é mais comum o uso de aplicador costal (manual).

Todos os agrotóxicos registrados para culturas nas quais o metamidofós é aplicado podem ser consultados no Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit), clicando na barra superior, ou pelo telefone (61) 3218-2445. Nos próximos dias, o Ministério da Agricultura vai publicar uma norma oficializando o cancelamento dos registros, dos pedidos e das autorizações de importação do agrotóxico.

Meio Ambiente

Equador ameaça abandonar projeto de preservação na Amazônia

O governo do presidente do Equador, Rafael Correa, ameaça abandonar o projeto de preservação da sua reserva petrolífera na Amazônia, se a comunidade internacional não contribuir com um fundo destinado à criação de fontes alternativas de energia. Correa espera receber da comunidade internacional para a preservação do Parque Nacional Yasuní cerca de US$ 3,6 bilhões. O apelo foi feito também ao Brasil.

Ex-chanceler do Equador, a ministra do Patrimônio e coordenadora do projeto ITT-Yasuní, Maria Fernanda Espinosa, disse que aguarda uma sinalização do governo da presidenta Dilma Rousseff. “É fundamental que um país-irmão da importância do Brasil se some para continuar alimentando este fundo, que esperamos que funcione”, afirmou ela.

Os recursos para a preservação da área são administrados pelo Programa da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e devem ter como ter como destino a transformação da matriz energética equatoriana e a preservação de bosques e comunidades indígenas ainda em situação de isolamento no Equador. Atualmente, a exploração petrolífera é a principal fonte de receitas do país.

O cálculo, de acordo com especialistas, é que a preservação do campo Yasuní – que abriga 20% das reservas petrolíferas do Equador – pode evitar a emissão de mais de 400 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono, principal responsável pelo aquecimento global.

“Se não conseguirmos reunir suficientes adesões e compromisso internacional temos um plano B que é a decisão de explorar esses recursos petrolíferos”, afirmou a ministra do Patrimônio e coordenadora do projeto ITT-Yasuní, Maria Fernanda Espinosa.

Em seguida, a ministra ressaltou que está em jogo o futuro do Equador. “Somos um país com enormes necessidades de desenvolvimento e estamos oferecendo ao planeta esta oportunidade de exercer seu compromisso, sua corresponsabilidade com a mudança climática e com a biodiversidade.”

A ministra equatoriana afirmou que, depois da conferência da ONU sobre o clima em Cancún, no México, o governo equatoriano tinha a expectativa de que o programa ITT-Yasuní pudesse avançar no acesso a recursos do mecanismo de preservação de florestas conhecido pela Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (cuja sigla é REDD).

A participação financeira da comunidade internacional, no entanto, está longe de suprir as expectativas e preocupa o governo equatoriano. Por enquanto, somente o Chile, a Espanha e a Itália colaboraram com o fundo de compensação, que reúne pouco mais de US$ 38 milhões.

“Há certa decepção, sem dúvida”, afirmou a ministra. A meta acordada com o Pnud, órgão regulador do fundo, para este ano é arrecadar pelo menos US$ 100 milhões. Caso contrário, o projeto poderá ser inviabilizado.

O futuro do projeto ITT-Yasuní será um dos pontos do referendo que o presidente equatoriano pretende promover nos próximos meses. Na consulta, anunciada no sábado (8), Correa quer saber se a população está de acordo com o abandono do projeto de preservação caso a comunidade internacional não colabore com o fundo. O presidente equatoriano disse que avaliará o desenvolvimento do projeto em junho e poderá, antes do final do ano, decidir se seu governo o abandonará.